A edição deste ano da Volta ao Algarve em bicicleta é a mais curta em mais de uma década e tem início inédito marcado para quarta-feira, em Vila Real de Santo António. Entre as principais novidades destacam-se os ‘pontos quentes’ e o contrarrelógio de Vilamoura.
Desde o ano 2000, apenas as edições de 2000, 2003, 2013 e 2014 tiveram menos de 700 quilómetros, num contexto em que etapas mais extensas tendem a ser mais apelativas para os corredores do WorldTour na preparação das grandes provas do calendário internacional, em particular as clássicas.
A partir de quarta-feira, o pelotão irá cumprir 673,7 quilómetros entre Vila Real de Santo António, que pela primeira vez acolhe a partida da ‘Algarvia’, e o alto do Malhão, onde no domingo será encontrado o sucessor do dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), ausente nesta edição.
Tardiamente apresentado em 20 de janeiro, com a justificação por parte da Federação Portuguesa de Ciclismo de esta edição ter sido antecedida de eleições autárquicas, o percurso ainda sofreu posteriores ajustes, até porque na quilometragem de cada etapa foram inicialmente contabilizados os quilómetros neutralizados, um ‘erro’ inusitado numa prova desta dimensão.
‘Pontos quentes’ prometem agitar o pelotão
A grande inovação desta 52.ª edição é a introdução de ‘pontos quentes’, isto é, aglomerados de metas volantes, que os ciclistas vão enfrentar logo nos 183,5 quilómetros entre Vila Real de Santo António e Tavira.
Já testado em provas belgas, o ‘quilómetro de ouro’, com três sprints bonificados (que distribuem três, dois e um segundo aos primeiros três a passar no risco) concentrados em pouco mais de 1.000 metros num troço de empedrado na cidade de partida da primeira tirada, promete criar nervosismo no pelotão antes da previsível chegada ao sprint.
Fóia e contrarrelógio como momentos-chave
Na quinta-feira, a Fóia representa o primeiro teste aos candidatos da geral, que ali vão chegar após 147,2 quilómetros desde Portimão, num trajeto em que sobem a Picota e o Alferce, encontrando ainda outra contagem de terceira categoria em Casais.
Já depois de novo ‘ponto quente’, neste caso com dois sprints bonificados, o pelotão inicia os 8,9 quilómetros da subida à Fóia, o ponto mais alto do Algarve (902 metros), onde a meta coincide com uma contagem de montanha de primeira categoria, por uma nova vertente com pendentes de inclinação de 14%.
A segunda etapa fará a primeira grande seleção, mas as diferenças entre os favoritos deverão ser ainda mais significativas após o contrarrelógio de 19,5 quilómetros com partida e chegada a Vilamoura.
Sprinters e decisão final no Malhão
Os sprinters voltarão a ter uma oportunidade na quarta tirada, que liga Albufeira a Lagos num total de 175,1 quilómetros e que inclui uma primeira passagem pela meta 32,7 quilómetros antes do final.
Caberá ao inevitável Malhão definir a geral da 52.ª Volta ao Algarve, com uma dupla passagem a recuperar uma aposta habitual da organização, que no ano passado inovou ao converter aquela segunda categoria numa cronoescalada.
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