Milhares de peixes mortos estão a ser encontrados nos últimos dias na zona do Ludo, em plena Ria Formosa, entre Faro e Almancil, numa situação que está a levantar dúvidas sobre as causas e a provocar impacto direto no ambiente local. O fenómeno tem sido particularmente notado por quem percorre o trilho pedonal daquela área, onde o cheiro intenso se tornou um sinal evidente de que algo mudou no ecossistema.
De acordo com o Correio da Manhã, a concentração de peixes mortos junto às margens e em zonas de menor circulação de água tem vindo a aumentar, gerando preocupação entre residentes, visitantes e utilizadores habituais daquele percurso natural, um dos mais frequentados na ligação entre Faro e Almancil.
Cenário que faz recordar o passado
A situação trouxe de imediato à memória um episódio semelhante registado em 2022, nas imediações da Quinta do Lago, também em território da Ria Formosa. Nessa altura, explica o jornal, a morte de peixes acabou por ser associada a uma quebra abrupta dos níveis de oxigénio dissolvido na água.
Esse fenómeno, recorda a mesma fonte, foi explicado por uma conjugação de fatores naturais, que acabaram por provocar asfixia em espécies mais sensíveis às alterações das condições ambientais. O precedente torna agora inevitável a comparação com o caso atual.
Dúvidas ainda estão em aberto
Para já, não existe uma explicação oficial para o que está a acontecer. As autoridades admitem investigar se a origem do problema resulta de um fenómeno natural ou se poderá existir algum fator externo que tenha contribuído para a mortandade.
O Correio da Manhã refere que tanto a Agência Portuguesa do Ambiente como o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas foram contactados para esclarecimentos, mas sem resposta em tempo útil. A ausência de uma posição oficial mantém o caso em aberto.
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