A taxa turística já faz parte da estadia em sete municípios do Algarve. Albufeira, Lagoa, Loulé, Portimão, Olhão, Faro e Vila Real de Santo António cobram um valor por noite aos visitantes que ficam alojados no território, com os montantes a variarem entre um e dois euros, consoante o concelho e a época do ano.
A cobrança tem vindo a ganhar expressão nas receitas municipais em Portugal. Segundo o site do banco Santander, em 2025, as taxas turísticas terão gerado cerca de 176 milhões de euros para os municípios portugueses, quase o dobro dos 93 milhões registados no ano anterior. Lisboa concentrou perto de metade desse montante, num contexto em que mais autarquias passaram a adotar este mecanismo.
Cobrança definida por cada município
A taxa turística municipal é aplicada a quem pernoita em determinados tipos de alojamento e não corresponde a um imposto nacional. Cabe a cada autarquia decidir se pretende cobrar este valor e estabelecer as regras aplicáveis no respetivo território.
Entre as decisões que podem variar estão o preço por noite, a idade a partir da qual o pagamento é exigido, as eventuais isenções e o número máximo de noites abrangidas. As regras são definidas através de regulamentos municipais aprovados pelas assembleias locais.
Quanto se paga no Algarve
Na região algarvia, os valores situam-se entre um e dois euros por noite nos municípios que aplicam a cobrança. Faro estabelece um valor de 1,50 euros por noite durante todo o ano, enquanto Albufeira e Portimão distinguem entre época alta e época baixa.
Nestes dois concelhos, a cobrança sobe para dois euros por noite entre abril e outubro e desce para um euro entre novembro e março. Já em Vila Real de Santo António, existe uma tarifa de 0,50 euros para quem fica em parques de campismo ou zonas destinadas a caravanas.
Além de Faro, Albufeira e Portimão, a lista inclui Lagoa, Loulé, Olhão e Vila Real de Santo António. A aplicação da taxa não é, portanto, uniforme em todo o Algarve, sendo cada município responsável pelo modelo adotado.















