A Câmara Municipal de Faro vai assumir, a partir de 18 de setembro, a gestão do cais comercial, passo que permitirá avançar com o projeto de criação de uma marina natural com capacidade para cerca de 500 embarcações, anunciou esta quinta-feira o município.
Segundo a autarquia, a transferência da infraestrutura constitui a primeira etapa do projeto ‘Hub Mar’, que prevê a instalação de uma marina na zona interior do atual cais comercial, bem como a criação de outras valências ligadas à náutica e à investigação.
A passagem do cais para a esfera municipal resulta, de acordo com o município, do trabalho desenvolvido por uma comissão criada para preparar o relatório que antecede a assinatura do protocolo com a Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS).
“Sem perder de vista a possível ampliação da doca exterior, acreditamos que temos todas as condições para [ali] construir uma das melhores marinas naturais do país”, afirmou o presidente da Câmara de Faro, citado no documento.
Estudo de impacte ambiental deverá avançar em breve
António Miguel Pina adiantou que o projeto está “praticamente concluído” e que, “dentro de um mês ou dois, deverá avançar o estudo de impacte ambiental”, que posteriormente será submetido à apreciação das várias entidades competentes.
Para o autarca, a intervenção representa “uma oportunidade para transformar” a relação de Faro com o mar, conjugando turismo, património, cultura e atividade económica.
“No fundo, isto é turismo. Mas é também património e cultura. É pegar na nossa história e transformá-la em valor sem a transformar num produto vazio, é combater a sazonalidade e fazer com que Faro tenha atividade, emprego e vida durante o ano”, afirmou.
Cais comercial deixou de ter atividade regular há quase uma década
O cais comercial de Faro, até agora gerido pela Administração dos Portos de Sines e do Algarve (APS), deixou de ter atividade comercial regular há praticamente uma década.
Com a transferência para a autarquia, o espaço deverá ganhar um novo horizonte, através da criação de uma marina que pretende “recuperar e regenerar uma área que foi, durante muitos anos, aterrada”, conclui o município.
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