O REAGIR Algarve saudou a conclusão da eletrificação da Linha do Algarve, considerando que a obra representa um avanço importante para a modernização da ferrovia regional e responde a uma reivindicação antiga da população.
Segundo João Rúben Silva, vogal da Direção Política Nacional do Partido, a eletrificação permitirá melhorar a eficiência da operação, reduzir o impacto ambiental, encurtar os tempos de viagem e criar melhores condições de funcionamento.

Contudo, o dirigente considera que os benefícios da intervenção ficam diminuídos pela utilização de material circulante usado, proveniente de outras linhas ferroviárias do país, em vez da aquisição de comboios novos para servir a região.
REAGIR denuncia desigualdade no investimento
João Rúben Silva sustenta que o Algarve contribui de forma significativa para a riqueza produzida em Portugal, sobretudo através do turismo, recebendo anualmente milhões de visitantes e gerando receitas fiscais com impacto na economia nacional.
Apesar desse contributo, o responsável afirma que a região continua a receber “investimentos de segunda linha”, enquanto outras zonas do país beneficiam de material circulante novo.
Para o dirigente, a chegada ao Algarve de automotoras que já cumpriram décadas de serviço noutras linhas transmite “uma mensagem de desigualdade e falta de consideração para com os algarvios”.
O REAGIR defende que uma região com a importância económica do Algarve deve dispor de uma rede ferroviária moderna, eficiente e equipada com material novo, capaz de responder às necessidades da população residente, dos trabalhadores e dos turistas.
“Infelizmente, o Algarve continua a ser tratado como o ‘parente pobre’ da República, apesar de contribuir decisivamente para a prosperidade económica nacional”, afirma João Rúben Silva.
Movimento volta a defender autonomia regional
O dirigente considera que esta situação reforça a necessidade de uma verdadeira autonomia política e administrativa para o Algarve, dotada de competências efetivas para decidir os investimentos estratégicos e gerir parte das receitas geradas na região.
Segundo João Rúben Silva, uma maior autonomia permitiria definir prioridades mais ajustadas às necessidades do território nos domínios da mobilidade, saúde, habitação, ambiente e infraestruturas.
O responsável critica ainda a dependência de decisões centralizadas que, na sua perspetiva, ignoram frequentemente a realidade e as necessidades específicas do Algarve.
“A eletrificação da Linha do Algarve é uma boa notícia. Mas não basta eletrificar a infraestrutura se continuarmos a tratar os algarvios como cidadãos de segunda no momento de investir no material circulante”, afirma.
João Rúben Silva conclui com três reivindicações: “O Algarve merece respeito. O Algarve merece investimento proporcional ao seu contributo para Portugal. O Algarve merece decidir mais sobre o seu futuro.”
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