Nos últimos dois anos, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve, I.P., realizou um investimento significativo no Centro de Experimentação Agrária de Tavira (CEAT), reforçando o seu papel como infraestrutura pública de apoio à agricultura.
Segundo a CCDR Algarve, trata-se de um investimento que reforça “o seu papel como infraestrutura de investigação, inovação, demonstração e transferência de conhecimento para a agricultura”, valorizando uma estrutura histórica do concelho.
Centro preserva biodiversidade agrícola
Localizado em Tavira e com cerca de 30 hectares, o CEAT afirma-se há décadas como um espaço de referência na preservação de variedades tradicionais do Algarve.

De acordo com a entidade, o centro reúne coleções únicas de fruteiras mediterrânicas, constituindo “um verdadeiro repositório vivo de biodiversidade agrícola, dos recursos genéticos vegetais autóctones e suporte à Dieta Mediterrânica”.
Estratégia passa por reforçar parcerias
Para o presidente da CCDR Algarve, José Apolinário, o futuro do centro passa pelo reforço da cooperação institucional.
Nesse sentido, destaca que “a prioridade para 2026 passa pela elaboração de um programa funcional para o Centro de Experimentação Agrária de Tavira e reforço de parcerias e protocolos com diversas entidades”, envolvendo autarquias, universidades, escolas e organizações do setor.

Acrescenta ainda que “o objetivo é abrir cada vez mais o CEAT ao setor agrícola valorizando-o como espaço de inovação, experimentação, educação ambiental e partilha de conhecimento”.
A CCDR Algarve recorda que esta infraestrutura foi alvo de intervenções financiadas pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e por verbas próprias.
O processo permitiu melhorar condições técnicas e iniciar a requalificação do centro, num investimento global que ultrapassa os dois milhões de euros.
Modernização e novos equipamentos
Entre as principais melhorias destacam-se a renovação das redes de rega, a criação de novas parcelas experimentais e a instalação de sistemas mais eficientes de gestão de água.

Foram ainda introduzidas novas culturas e reforçadas coleções tradicionais, nomeadamente de citrinos, figueiras e da casta Negra Mole.
O edifício principal foi requalificado e equipado com sistemas de segurança, enquanto o laboratório passou a contar com novos equipamentos científicos, como espectrofotómetro UV-Vis e outros instrumentos de análise.
O investimento incluiu também a aquisição de equipamentos agrícolas e a modernização da infraestrutura informática, permitindo melhorar a gestão de dados e a colaboração com parceiros.
Paralelamente, foram realizadas intervenções de manutenção e valorização das coleções existentes, consideradas pela CCDR como um verdadeiro património da biodiversidade agrícola regional.
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