Li hoje com um misto de alegria e tristeza que o Cine-Teatro António Pinheiro em Tavira finalmente, ia ser inaugurado. Tanto o executivo como os responsáveis pela cultura da CMT, num ato sobranceiro e ignorante, “esqueceram-se” de convidar os responsáveis pela compra e salvação do imóvel que esteve por pouco de ir parar às mãos da IURD. Sinceramente estava à espera que todo aquele séquito de pessoas importantes tivesse a humildade de me dizer a mim, ao Eng.º Macário Correia e ao Dr. Alexandre Cesário, uma palavra muito simples: Obrigado. É que se não fossemos nós, hoje, não estariam a inaugurar coisa nenhuma. Talvez tenham vergonha pelo chorrilho de asneiras que fizeram, ou então porque lhes falta aquilo a que o meu avô chamava de; Berço.
Efetivamente, depois da saída do Eng.º Macário Correia, Tavira, na minha opinião, entrou de novo na onda do provincianismo bacoco, sem rasgo nem ambição. Isto não tem a ver com partidos, mas com pessoas. Ou são competentes ou não são, independentemente do partido.
Mas quero aqui deixar alguns esclarecimentos importantes, para que as asneiras não se repitam. O antigo António Pinheiro tinha capacidade para cerca de 700 lugares. Ora, segundo consta, a capacidade foi reduzida para metade, o que tem como consequência que quase todos os espetáculos têm de ser subsidiados pela edilidade, são deficitários ou os preços têm de ser proibitivos. Lutei para que tivesse uma “teia” condigna, com a diretora dos centros históricos. Resta saber se não diminuíram a boca de cena.
Enfim! Fico contente que o Algarve tenha mais uma sala de espetáculos. Quem sabe, com as eleições, talvez haja uma limpeza nos responsáveis pela cultura de Tavira. Se ficarem os mesmos…
Nota de redação: crónica recebida este sábado.
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