A qualidade do ar em Portugal continental deverá ser marcada, ao longo desta semana, por uma presença significativa de pólenes, um fenómeno que poderá agravar sintomas em pessoas com alergias respiratórias e alterar o dia a dia de milhares de portugueses. A previsão aponta para uma concentração elevada em várias regiões, com impacto sentido de forma mais acentuada em determinados pontos do território.
De acordo com a Executive Digest, que cita a Sociedade Portuguesa de Alergologia e Imunologia Clínica, entidade especializada no estudo e acompanhamento das doenças alérgicas, os níveis de pólen deverão manter-se elevados até, pelo menos, ao final da semana, numa altura em que várias espécies vegetais libertam partículas para a atmosfera. Segundo a mesma fonte, a presença de pólenes provenientes de árvores e herbáceas, incluindo gramíneas, estará na origem desta tendência.
Norte e Centro com maior pressão
As regiões do Norte e do Centro surgem entre as mais expostas a este aumento. Zonas como Trás-os-Montes, Alto Douro, Entre Douro e Minho, Beira Litoral e Beira Interior deverão registar concentrações mais elevadas, com cidades como Vila Real, Porto, Coimbra e Castelo Branco a destacarem-se neste cenário.
Para além das espécies comuns nesta altura do ano, prevê-se também uma maior incidência de pólenes de árvores como bétulas e carvalhos, o que poderá intensificar sintomas em pessoas sensíveis.
Sul também não escapa
Mais a sul, a tendência repete-se, embora com algumas diferenças nas espécies predominantes. Em Lisboa e Setúbal, os níveis deverão ser igualmente elevados, com os carvalhos a assumirem um papel relevante na composição do pólen atmosférico.
No Algarve, particularmente no distrito de Faro, o quadro será semelhante, com uma presença significativa das mesmas espécies a contribuir para o aumento das partículas no ar.
Ilhas com cenário distinto
Em contraste com o continente, tanto a Madeira como os Açores deverão continuar a apresentar níveis reduzidos de pólen. No Funchal, predominam espécies como cipreste, pinheiro, eucalipto e plátano, enquanto em Ponta Delgada se destacam o cipreste, a criptoméria e algumas gramíneas.
Apesar da diversidade de espécies, a concentração global mantém-se baixa, o que reduz o impacto direto na população.
Condições meteorológicas explicam tendência
O comportamento do pólen está diretamente ligado às condições meteorológicas previstas para esta semana. As temperaturas mais elevadas e a ausência de precipitação favorecem a dispersão destas partículas, permitindo que circulem com maior facilidade na atmosfera.
Este cenário é particularmente evidente em dias com vento, altura em que a concentração pode aumentar em zonas urbanas e rurais com maior vegetação envolvente.
Entre os sintomas mais frequentes associados a esta exposição estão espirros, congestão nasal, irritação ocular, tosse e dificuldades respiratórias, sobretudo em pessoas com rinite alérgica ou asma. A intensidade poderá variar consoante a sensibilidade individual e a exposição ao ambiente exterior.
Segundo a mesma fonte, a evolução das concentrações ao longo da semana dependerá em grande medida da estabilidade atmosférica, sendo aconselhável acompanhar os boletins atualizados para ajustar comportamentos no dia a dia.
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