O empresário da restauração Luís Camarada tem manifestado publicamente, nas redes sociais, o seu profundo descontentamento com a generalização de parquímetros na cidade de Vila Real de Santo António, afirmando que “a cidade está sitiada” por estes equipamentos que considera uma ameaça à liberdade dos cidadãos.
Num artigo de opinião enviado este domingo para o POSTAL, Luís Camarada critica duramente o sistema implementado pela empresa ESSE, responsável pela gestão dos parquímetros, descrevendo-o como uma “força invisível mas implacável” que tomou conta da vida urbana. Para o empresário vila-realense, os parquímetros são “máquinas frias, impassíveis, que cobram por cada minuto de vida, como se o tempo que passamos na nossa própria terra já não nos pertencesse”.
Camarada denuncia que o centro histórico de Vila Real de Santo António, considerado por ele como a “alma viva dos vila-realenses”, foi “capturado” por uma rede extensa de parquímetros. Segundo o empresário, “estacionar tornou-se um luxo” e até atividades quotidianas, como “visitar a farmácia, levar as compras à mãe, deixar os filhos na escola ou simplesmente olhar o rio”, implicam agora um custo, uma vez que os parquímetros estão ativos diariamente até às 22 horas.
O empresário refere ainda a dificuldade dos cidadãos em protestar, sublinhando que quem reclama é frequentemente ignorado. Luís Camarada questiona-se sobre “que democracia é esta que se ajoelha diante de uma concessão privada” e apela ao despertar da população para recuperar o controlo da cidade. Sublinha igualmente que “esta cidade tem dono — e o dono não é uma empresa”, apelando à mobilização pacífica e consciente dos vila-realenses.
Luís Camarada, figura reconhecida no setor da restauração e voz influente na região, enfatiza a singularidade negativa deste caso em contexto nacional, classificando-o como uma “vergonha”, dado que “90% do centro está ocupado por parquímetros”.
Por fim, deixa um apelo direto à comunidade local, afirmando: “Vila Real de Santo António não está à venda. Não deixemos que nos roubem o que é nosso.”
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