Secar roupa no exterior durante a primavera pode não ser a melhor escolha para quem sofre de alergias sazonais. Apesar do tempo mais ameno convidar ao uso do estendal ao ar livre, especialistas alertam que o pólen pode aderir aos tecidos e acabar por entrar em casa, agravando sintomas como espirros, nariz entupido, olhos irritados e comichão.
Com a chegada da primavera, aumentam também os níveis de pólen no ar, sobretudo de gramíneas e outras espécies associadas à rinite alérgica. É precisamente nesta altura que muitas pessoas começam a sentir mais desconforto, com sintomas que tendem a intensificar-se nos dias secos, soalheiros e com vento.
De acordo com o portal espanhol Noticias Trabajo, o problema está no facto de a roupa estendida no exterior poder funcionar como uma espécie de “filtro”, retendo partículas microscópicas que depois são transportadas para dentro de casa. Ao vestir essa roupa ou ao colocá-la no armário, o pólen pode espalhar-se pelo ambiente interior e prolongar a exposição aos alergénios.
Roupa de cama merece atenção redobrada
O cuidado deve ser ainda maior no caso de lençóis, fronhas e cobertores, já que estes tecidos permanecem em contacto direto com a pele e com as vias respiratórias durante várias horas. Para quem tem alergias, dormir em roupa de cama que secou no exterior pode contribuir para noites mais desconfortáveis e sintomas mais persistentes.
As recomendações de entidades de saúde no Reino Unido vão precisamente no sentido de evitar secar roupa ao ar livre quando os níveis de pólen estão elevados. O conselho aplica-se sobretudo a quem já sabe que reage mal a esta época do ano ou tem antecedentes de rinite alérgica e asma.
Segundo o NHS, uma das medidas práticas para reduzir a exposição ao pólen passa mesmo por não secar roupa fora de casa, porque os tecidos podem “apanhar pólen”. O Met Office deixa um aviso semelhante e aconselha a evitar esta prática em dias de maior concentração.
O que pode fazer para reduzir os sintomas
Segundo a mesma fonte, e entre as estratégias mais recomendadas está secar a roupa em espaço interior bem ventilado ou recorrer à máquina de secar, quando possível. Além disso, especialistas aconselham a manter janelas fechadas nas horas de maior concentração de pólen, trocar de roupa ao chegar a casa e tomar banho após longos períodos no exterior.
Também o uso de óculos de sol no exterior pode ajudar a reduzir o contacto do pólen com os olhos, enquanto a lavagem frequente do cabelo e da roupa usada na rua ajuda a limitar a quantidade de partículas transportadas para dentro de casa. São gestos simples, mas que podem fazer diferença no dia a dia de quem sofre com esta estação.
No caso dos animais de estimação, o cuidado deve ser semelhante. Cães e gatos podem trazer pólen no pelo depois dos passeios, o que aumenta a presença de alergénios dentro de casa e pode piorar os sintomas em pessoas mais sensíveis.
Pequenos hábitos podem fazer diferença
A primavera continua a ser, para muitos, uma das épocas mais difíceis do ano em termos de alergias. Embora não seja possível eliminar totalmente a exposição ao pólen, ajustar alguns hábitos domésticos pode ajudar a reduzir o impacto dos sintomas e a melhorar o bem-estar.
Secar roupa ao sol pode parecer um gesto inofensivo, mas para quem sofre de alergias sazonais pode transformar-se num problema silencioso. Nestes casos, escolher melhor o local onde a roupa seca pode ser uma medida simples, mas eficaz, para passar pela primavera com menos incómodos.
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