Frutas e legumes frescos são muitas vezes vistos como a opção mais saudável, mas os alimentos congelados e enlatados também podem ter lugar numa alimentação equilibrada. Segundo especialistas, estas alternativas podem manter grande parte do valor nutricional e ajudar a poupar tempo e dinheiro.
Num contexto em que o preço dos alimentos continua a pesar no orçamento das famílias, comprar frutas e legumes frescos nem sempre é a opção mais acessível.
É aqui que entram os produtos congelados e enlatados, que têm maior prazo de validade, são fáceis de preparar e podem evitar desperdício alimentar.
Podem manter o valor nutricional
De acordo com o ScienceAlert, fonte de divulgação científica, frutas e legumes congelados ou enlatados mantêm, em geral, o seu valor nutricional original.
Em alguns casos, podem até conservar melhor certos nutrientes do que alimentos frescos que ficam vários dias armazenados antes de serem consumidos.
O congelamento usa temperaturas baixas para retardar a deterioração dos alimentos, ajudando a preservar a cor, a textura e grande parte dos nutrientes.
Congelados exigem alguns cuidados
Os métodos industriais de congelação são eficazes, mas há cuidados a ter.
Se houver formação de cristais de gelo, a estrutura dos alimentos pode ser afetada, alterando a textura e reduzindo ligeiramente o teor de alguns nutrientes.
O problema pode agravar-se quando os alimentos são descongelados e voltam a ser congelados. Por isso, deve evitar recongelar produtos que já foram totalmente descongelados.
Atenção à preparação
Há ainda risco de contaminação por bactérias, como a Listeria monocytogenes, em alguns alimentos congelados.
A cozedura antes do consumo reduz significativamente esse risco, sobretudo em legumes congelados que não são destinados a ser consumidos crus.
Por isso, seguir as instruções da embalagem continua a ser uma regra importante.
Enlatados também podem ser úteis
O enlatamento envolve a esterilização dos alimentos a altas temperaturas, permitindo que sejam guardados durante longos períodos à temperatura ambiente.
Este processo pode levar à perda de alguns nutrientes, sobretudo vitaminas hidrossolúveis, como a vitamina C.
Ainda assim, os avanços tecnológicos têm tornado o processo mais rápido e menos agressivo, reduzindo parte dessas perdas.
Sal e açúcar devem ser vigiados
O principal cuidado com legumes enlatados está no teor de sal.
Sempre que possível, deve optar por versões “sem adição de sal” ou com baixo teor de sódio. Consultar o rótulo nutricional ajuda a perceber qual é a melhor escolha.
Escorrer e passar os legumes enlatados por água antes de os consumir também pode ajudar a reduzir a quantidade de sal ingerida.
Fruta em sumo é melhor do que em xarope
No caso da fruta enlatada, a atenção deve recair sobre o açúcar.
A opção mais aconselhada é escolher fruta conservada em sumo natural, em vez de xarope, ou embalagens que indiquem “sem adição de açúcar”.
Estas frutas podem ser consumidas como lanche, misturadas com iogurte ou cereais, ou usadas em receitas onde normalmente entraria fruta fresca.
Uma alternativa prática e económica
Frutas e legumes congelados ou enlatados reduzem o tempo de preparação, porque muitas vezes já vêm cortados e prontos a cozinhar.
Também duram mais tempo, o que pode ser útil para famílias que querem ter opções saudáveis em casa sem depender sempre de compras frequentes.
Meia chávena de brócolos congelados ou de feijão enlatado pode contar como uma porção de legumes. Uma chávena de manga congelada ou de pêssego enlatado pode equivaler a uma porção de fruta.
Frutos secos não substituem todos os dias
Apesar de também serem práticos, os frutos secos não devem substituir diariamente a fruta fresca, congelada ou enlatada.
O processo de secagem concentra os açúcares naturais, tornando estes alimentos mais calóricos por porção.
Ainda assim, podem ser consumidos ocasionalmente como lanche, desde que em quantidades moderadas.
Frescos não são a única opção
A ideia de que só os alimentos frescos são saudáveis não corresponde totalmente à realidade.
Congelados e enlatados podem ser boas alternativas, desde que escolhidos com atenção ao sal, ao açúcar e à forma de preparação.
No fim, o mais importante é garantir o consumo regular de frutas e legumes, seja em formato fresco, congelado ou enlatado.















