Há gestos na cozinha que se repetem durante anos, aprendidos em casa ou através de demonstrações de profissionais. Na preparação dos ingredientes, porém, a forma de utilizar a faca pode fazer diferença tanto no tempo gasto como no controlo dos movimentos, de acordo com um chef de cozinha.
Frank Proto, chef e instrutor de cozinha, questionou uma das técnicas utilizadas para picar cebolas. O profissional considera que existe uma alternativa mais prática ao método tradicional, num conselho divulgado pelo jornal britânico The Mirror.
A cebola está presente em refogados, sopas, molhos e guisados, pelo que a sua preparação é uma tarefa frequente. A proposta do chef passa por aproveitar as divisões naturais do ingrediente e dispensar um dos movimentos habitualmente ensinados.
Corte que o chef questiona
No método tradicional descrito, fazem-se cortes na cebola sem separar completamente uma das extremidades. Seguem-se cortes horizontais, com a lâmina paralela à tábua, antes de terminar a preparação em pequenos cubos.
É sobretudo o movimento horizontal que Frank Proto contesta. Na sua perspetiva, dirigir a faca para o próprio corpo acrescenta uma dificuldade desnecessária, especialmente para quem ainda tem pouca experiência.
Uma técnica que funciona, mas não é a sua preferida
O chef não afirma que o método clássico seja incapaz de produzir um bom resultado. Reconhece que permite obter cebola picada, embora prefira uma abordagem que considera mais rápida e segura.
Esta distinção é relevante: trata-se da avaliação de um profissional sobre a técnica que utiliza, e não de uma demonstração de que todos os outros métodos estão errados.
Alternativa começa na posição da cebola
Frank Proto coloca metade da cebola com a face plana assente na tábua. Depois, faz cortes mantendo uma das extremidades unida e ajusta a inclinação da lâmina à curvatura do ingrediente.
A sequência permite aproveitar as separações naturais da cebola antes de concluir o corte em cubos. O chef apresenta esta abordagem numa demonstração da Epicurious, onde explica a sua preferência por evitar o corte dirigido para si.
Menos movimentos durante a preparação
Na parte final, o profissional termina de picar o pedaço que ficou por cortar. Segundo a sua explicação, citada pela mesma fonte, esta sequência reduz o tempo necessário para concluir a tarefa.
A rapidez apresentada corresponde à experiência do chef. Para quem cozinha em casa, a familiaridade com a faca e a capacidade de controlar cada movimento continuam a influenciar a execução.
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