A sÃndrome escombróide, também conhecida como intoxicação por histamina do peixe, é uma condição muitas vezes ignorada, mas bastante comum em várias partes do mundo. Apesar de não alterar o sabor ou o aspeto do alimento, a toxina pode provocar reações adversas minutos após a ingestão, especialmente quando o peixe foi conservado de forma inadequada.
Segundo a agência norte-americana FDA (Food and Drug Administration), esta intoxicação ocorre quando certos tipos de peixe, como atum, cavala ou sardinha, são mantidos fora da refrigeração por tempo suficiente para permitir a multiplicação de bactérias que produzem histamina. O calor favorece a transformação de aminoácidos naturais em toxinas que permanecem ativas mesmo após o peixe ser cozinhado ou congelado.
Sintomas que aparecem depressa
De acordo com a publicação do site norte-americano, especializado no tema, Food Poisoning News, os sintomas da sÃndrome escombróide podem surgir entre 10 e 60 minutos após o consumo do peixe contaminado. Os mais frequentes incluem rubor facial, sensação de formigueiro na boca, dores de cabeça, comichão na pele, náuseas, vómitos e diarreia. Em casos mais intensos, pode haver dificuldade respiratória, palpitações ou queda de tensão arterial.
A maioria das situações resolve-se em poucas horas com tratamento sintomático, como a administração de anti-histamÃnicos. No entanto, pessoas com o sistema imunitário fragilizado ou com doenças crónicas podem necessitar de vigilância médica.
Como evitar este tipo de intoxicação
A prevenção é simples e passa essencialmente pela manutenção da cadeia de frio. A FDA recomenda que o peixe seja refrigerado imediatamente após a captura e mantido a temperaturas adequadas até ao momento do consumo. Nunca se deve confiar apenas no cheiro ou aspeto do produto, já que a toxina é invisÃvel e não altera as caracterÃsticas visuais do alimento.
Outros alimentos, como queijos curados ou fermentados, também podem acumular histamina, mas o risco é especialmente elevado em pescados.
Casos recentes aumentam a preocupação
Um relatório do site Food Poisoning News, revelou que, nos últimos meses, se registaram novos surtos da sÃndrome escombróide nos Estados Unidos, onde dezenas de pessoas adoeceram após consumir peixe contaminado. O aumento foi atribuÃdo à s temperaturas mais elevadas registadas durante o verão, que dificultaram a preservação adequada dos produtos durante o transporte e armazenamento.
Embora os episódios mais recentes tenham ocorrido fora da Europa, as autoridades de saúde alertam que este tipo de risco é transversal a qualquer paÃs onde se consuma peixe regularmente. Em Portugal, por exemplo, o consumo de pescado é elevado e as temperaturas durante o verão podem favorecer as condições propÃcias ao desenvolvimento da toxina, caso existam falhas na cadeia de frio. O cumprimento das normas de segurança alimentar e o cuidado por parte dos consumidores são fundamentais para prevenir este tipo de intoxicação.
Um risco pouco falado, mas real
Apesar de a maioria dos casos ser ligeira, a sÃndrome escombróide pode causar desconforto significativo e, em situações especÃficas, levar a complicações clÃnicas. O desconhecimento do público em geral sobre esta intoxicação contribui para a sua subvalorização. Saber reconhecer os sintomas e adotar medidas preventivas pode fazer a diferença entre uma refeição segura e uma experiência indesejada.
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