A Concelhia de Portimão do Partido CHEGA emitiu hoje uma nota de esclarecimento sobre os acontecimentos recentes na Assembleia de Freguesia de Portimão, acusando a coligação PSD/CDS-PP/IL de ter rejeitado “um acordo justo” e de se ter aliado ao Partido Socialista “numa atitude de pura retaliação política”.
Segundo o comunicado, “pela primeira vez em 50 anos, existia uma verdadeira possibilidade de virar os órgãos autárquicos à direita, construindo uma alternativa política sólida e coerente”. Contudo, o CHEGA afirma que, após uma tentativa de entendimento, “a coligação PSD/CDS-PP/IL recusou reconhecer o CHEGA como segunda força política, escolha da população, rejeitou a proposta de composição da mesa da Assembleia, inviabilizando qualquer acordo justo”.
O partido CHEGA denuncia que, “numa atitude de pura retaliação política, a coligação optou por aliar-se ao Partido Socialista na Junta de Freguesia, afastando deliberadamente o CHEGA das negociações e comprometendo o equilíbrio político local”.
A Concelhia considera que este desfecho “reflete igualmente o fracasso das negociações à direita no âmbito da Assembleia Municipal de Portimão”, sublinhando que “devido aos mesmos problemas de entendimento e de visão política dentro da coligação, não foi possível concretizar um acordo entre as forças da direita”.
“Mais uma vez, prevaleceu a lógica partidária sobre o interesse dos portimonenses e sobre o propósito maior de construir uma verdadeira alternativa de governação”, lê-se no comunicado.
O CHEGA acusa ainda o PSD e o CDS de “tentarem iludir os eleitores”, após a divulgação de um comunicado que, segundo o partido, “procurou justificar os maus resultados apresentados e atribuir culpas ao CHEGA. Nada mais falso”.
“A verdade é que a responsabilidade pelos acontecimentos recai exclusivamente sobre o desentendimento interno da própria coligação e sobre a vingança política desencadeada após o não acordo relativo à mesa da Assembleia”, sustenta a estrutura concelhia.
Na nota, o CHEGA dirige-se também ao eleitorado da direita:
“Este é o esclarecimento que os portimonenses e todos os portugueses merecem ouvir, sobretudo o eleitorado do PSD, CDS e IL, que votou nessa coligação acreditando numa alternativa ao socialismo.”
O comunicado termina com uma acusação direta à coligação, afirmando que “já existia um entendimento prévio com o PS, o que demonstra que os eleitores foram enganados e que a tão proclamada ‘mudança’ nunca passou de uma ilusão política”.
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