O socialista António Miguel Pina, que recuperou este domingo, 12 anos depois, a presidência da Câmara de Faro aos sociais democratas, afirmou que isso foi possível porque os farenses preferiram a sua experiência e capacidade de trabalho.
Os farenses “escolheram a experiência, escolheram a capacidade de trabalho, escolheram as provas dadas”, disse António Miguel Pina quando os resultados provisórios indicavam que o PS tinha ganho, por maioria relativa, a câmara da capital algarvia à coligação PSD/IL/CDS/PAN/MPT liderada pelo deputado social-democrata Cristóvão Norte.
Entretanto, os resultados finais para o Concelho de Faro mostram que o PS conseguiu o apoio de 39,48% dos eleitores, obtendo quatro mandatos, seguido da coligação PSD/IL/CDS/PAN/MPT, com 31,64%, com três mandatos, e do Chega com 17,26%, com dois mandatos.
Para António Miguel Pina, os cidadão fazem cada vez mais “escolhas diferentes, em função daqueles que consideram que são os melhores preparados para a difícil missão que é ser um autarca”.
O socialista concorreu à Câmara de Faro após cumprir o limite legal de três mandatos consecutivos na presidência do município vizinho de Olhão.
António Miguel Pina desvalorizou o facto de ter ganho por maioria relativa e ter de negociar com os outros partidos.
“Eu, na primeira vez que fui eleito, em outras funções, também fui eleito sem maioria e governei sem ter que ter feito nenhum acordo formal”, disse o socialista, acrescentando que agora vai “conversar” e esperar pelo fim do escrutínio para “perceber qual é a geometria” que vai ter de enfrentar.
Por outro lado, não quis declarar vitória sobre uma possível manutenção de uma maioria de câmaras nas mãos do PS no Algarve que lhe poderão permitir continuar na presidência da Comunidade Intermunicipal (AMAL).
“Primeiro vamos esperar que o Partido Socialista seja vencedor e tenha a maioria das câmaras no Algarve e depois conversaremos com os novos eleitos”, disse António Miguel Pina.
António Miguel Pina teve como adversários às eleições autárquicas Adriana Marques Silva, do Livre, Cristóvão Norte, da coligação “Faro Capital de Confiança” (PSD/IL/CDS-PP/PAN/MPT), Duarte Baltazar, da CDU (coligação PCP/PEV), José Freitas Oliveira, do ADN, José Moreira, do Bloco de Esquerda, Pedro Oliveira, do Volt Portugal e Pedro Pinto, do Chega.
Em 2021, a coligação liderada pelo PSD venceu as autárquicas, elegendo seis dos nove mandatos em disputa, enquanto o PS ficou na segunda posição, garantindo os restantes três eleitos. A CDU, que ficou em terceiro lugar, e o Chega, em quarto, não elegeram qualquer vereador.
PS ganha Faro ao PSD sem maioria absoluta
O PS venceu as eleições autárquicas de hoje em Faro, município que é atualmente presidido pelo PSD, quando estão apurados os resultados nas cinco freguesias, segundo os dados do Ministério da Administração Interna.
Depois do PS, com 39,48% e quatro mandatos (sem maioria absoluta), a segunda força é a coligação PSD/IL/CDS-PP/PAN/MPT, com 31,64% e três mandatos, e o terceiro é o Chega, com 17,26% dos votos e dois mandatos.
António Miguel Ventura Pina foi eleito presidente da Câmara Municipal de Faro .
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