
A investigação cientÃfica tem tido um papel fundamental no desenvolvimento social e económico. No domÃnio da saúde, é incontestável o seu contributo para o combate à doença e na melhoria da qualidade de vida.
Com a situação de pandemia provocada pelo SARS-CoV-2, a comunidade cientÃfica, em especial na área das ciências biomédicas, respondeu prontamente e, a nÃvel mundial, assistiu-se à partilha de resultados de investigação e à adesão a práticas e ferramentas de ciência aberta e, em simultâneo, as editoras de revistas cientÃficas facilitaram o acesso gratuito aos artigos publicados sobre o tema, anteriormente pagos. Isto permitiu um avanço muito rápido da investigação sobre o tratamento e a prevenção da doença, num esforço para limitar e conter o vÃrus.
O movimento do acesso aberto à ciência e à s publicações cientÃficas tem-se desenvolvido nas últimas décadas e três documentos essenciais resumem os seus princÃpios. No primeiro, de 2002, utiliza-se pela primeira vez o termo Acesso Aberto(Open Access): Iniciativa de Acesso Abertode Budapeste, seguindo-se as Declarações de Bethesda (2003) e a de Berlim (2003). No âmbito do Acesso Aberto muitas instituições ligadas à investigação, entre elas universidades, hospitais e centros de investigação, nacionais e estrangeiros, criaram os seus repositórios onde disponibilizam as publicações cientÃficas dos seus membros ou os dados cientÃficos resultantes da investigação que promovem. No caso de Portugal, as publicações cientÃficas estão disponÃveis para pesquisa e consulta, para o público em geral, no portal RCAAP – Repositórios CientÃficos de Acesso Aberto de Portugal (https://www.rcaap.pt).
A mudança de atitude dos investigadores, com uma maior partilha do saber, das descobertas sobre o vÃrus e o seu foco em temas relacionados com a pandemia, contribuÃram para que se alcançassem resultados muito rapidamente em benefÃcio da humanidade.
Bibliografia: Rodrigues, Eloy (2020). A pandemia e a emergência da Ciência Aberta. In: Manuela Martins, Eloy Rodrigues (Eds). A Universidade do Minho em tempos de pandemia: Tomo II: (Re)Ações, Braga: UMinho Editora. ISBN: 978-989-8974-28-0, 263-294. DOI: 10.21814/uminho.ed.24.12.
Maria Margarida Vargues
(Biblioteca da Universidade do Algarve – [email protected])
















