A queda do PS nas legislativas plantou terreno fértil à ansiedade que se tornou viral entre os socialistas, a respeito das próximas autárquicas. A guinada do eleitorado à direita repetir-se-á na próxima ida às urnas?
Como não é novidade, Cristóvão Norte é o candidato à Câmara de Faro pelo PSD, bem como Macário Correia, à presidência da Assembleia Municipal. “De Corpo e Alma por Faro” tem sido alvo de várias críticas, num constante bombardeamento socialista temente aos resultados futuros.
Nos últimos dias foram criados dezenas de perfis nas redes sociais com caricaturas que tentam alimentar uma opinião desfavorável acerca dos candidatos apontando, como principal argumento, a tomada de posse do deputado algarvio na Assembleia da República. Ora, se fosse proposto ao leitor a ocupação de um cargo que ambiciona, por um empregador que não lhe dá certezas, despedir-se-ia o leitor imediatamente do seu atual trabalho em prol do futuro que não lhe é assegurado? Pois, nem tal é exigível. As boas notícias é que, esse empregador, somos nós, eleitores, que escolheremos o rumo que tomará a composição da Câmara que nos representará.
Infelizmente, a campanha do PS é feita através de uma tentativa de boicote ao partido da oposição, criando uma guerra partidária que só por eles é condescendentemente alimentada – vejam-se as últimas publicações da juventude socialista farense nas redes sociais – ao qual o candidato pelo PSD responde com um sorriso, “uma razão forte para dar asas à sua criatividade” escreve nas redes sociais.
Simpatizantes do PSD ou não, os eleitores sabem que Cristóvão sempre foi o mandatário algarvio junto do governo, lutando, no seu mandato enquanto deputado, contra o “sentimento de orfandade” que o Sul tem vindo a sentir, no panorama nacional. Não é de esperar menos nesta nova etapa que se avizinha.
Os assentos parlamentares que a esquerda, no geral, perdeu nas legislativas faz aumentar a inquietação quanto às autárquicas: mas será uma campanha baseada no boicote a melhor estratégia? Parece uma melhor opção o partido começar a pensar em seguir as pisadas do PSD e focar-se na promoção das suas virtudes pessoais.
Um facto é que, desde que nasci, o PS nunca enfrentou um resultado parlamentar tão murcho. Os eleitores estão cada vez mais à direita do centro, desacreditados da ponta oposta. Irá o PSD colher mais Câmaras nas próximas autárquicas?
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