Depois da passagem de uma depressão atlântica entre domingo e segunda-feira, Portugal continental deverá voltar a enfrentar um agravamento do estado do tempo a meio da próxima semana. Chuva, vento forte e agitação marítima deverão regressar em força, num cenário pouco habitual para a reta final de agosto.
Segundo a Meteored, o novo episódio deverá começar a fazer-se sentir a partir de quarta-feira, 26 de agosto, e prolongar-se por quinta-feira, dia 27. As previsões apontam para a passagem de várias superfícies frontais, com maior impacto no Norte e Centro do país.
Tréguas deverão durar pouco
Antes deste novo agravamento, terça-feira, dia 25, deverá trazer uma melhoria gradual do estado do tempo, embora ainda possam ocorrer alguns aguaceiros pós-frontais.
Esta acalmia deverá, no entanto, ser curta. O modelo europeu utilizado pela Meteored continua a indicar a aproximação de uma nova configuração depressionária entre as Ilhas Britânicas e o Golfo da Biscaia.
Associadas a este sistema deverão surgir várias frentes que atravessarão Portugal continental durante quarta e quinta-feira.
Quarta-feira marca o regresso da chuva
A partir de quarta-feira, dia 26, a chuva deverá regressar a várias regiões do território.
As zonas situadas a norte do sistema montanhoso Montejunto-Estrela aparecem, nesta fase, como as mais expostas à passagem das superfícies frontais.
O Minho destaca-se particularmente entre as regiões onde a precipitação poderá ser mais frequente, embora uma grande parte do território possa acabar por receber chuva.
Algarve e Baixo Alentejo podem escapar
Apesar da extensão prevista da precipitação, existem regiões onde a probabilidade de chuva é, para já, mais reduzida.
Segundo os mapas da Meteored, Algarve e Baixo Alentejo poderão ficar à margem dos episódios mais significativos, embora a previsão ainda possa sofrer alterações.
A distância temporal continua a ser um fator importante, pelo que a distribuição e a intensidade da chuva não estão ainda totalmente definidas.
Rajadas podem chegar aos 60 km/h na quarta-feira
O vento deverá igualmente intensificar-se com a aproximação das novas frentes.
Na quarta-feira, o vento de sudoeste poderá soprar com rajadas entre os 50 e os 60 km/h, sobretudo nas zonas montanhosas das regiões Norte e Centro.
Ainda assim, os mapas indicam que o período mais agreste poderá ocorrer apenas no dia seguinte.
Quinta-feira poderá trazer rajadas até 75 km/h
Na quinta-feira, dia 27, o vento poderá ganhar ainda mais força.
As projeções atualmente disponíveis admitem rajadas que poderão atingir cerca de 75 km/h, com maior probabilidade nas regiões a norte do rio Mondego e nas áreas montanhosas.
Este cenário continua sujeito a ajustes, mas a Meteored considera cada vez mais provável a ocorrência de um novo episódio de vento forte associado à passagem das superfícies frontais.
Mar também deverá ficar mais agitado
A agitação marítima será outro dos elementos a acompanhar durante este período.
As primeiras projeções apontam para um aumento significativo do estado do mar a partir de quinta-feira, sobretudo no litoral Norte e Centro.
As ondas poderão atingir alturas máximas entre os 3,5 e os 4,5 metros, embora este seja ainda um dos parâmetros com maior incerteza na previsão.
Ar mais frio vai fazer descer as temperaturas
A passagem do vale depressionário deverá também favorecer a chegada de uma massa de ar mais fria, de origem polar marítima ou mesmo ártica.
Esta mudança deverá provocar uma descida significativa das temperaturas, mais evidente durante a quinta-feira.
Depois de semanas marcadas pelo calor típico do verão, algumas regiões poderão assim sentir condições bastante mais frescas.
Final de agosto com características de outono
A sucessão de depressões e superfícies frontais deverá tornar a reta final de agosto particularmente instável.
A combinação de chuva, vento, mar agitado e temperaturas mais baixas aproxima este cenário de um padrão mais típico do outono do que de pleno verão.
Apesar de este tipo de situação não ser inédito, a Meteored considera-o pouco habitual para esta altura do ano.
Norte e Centro deverão ser os mais afetados
Para já, Norte e Centro continuam a surgir como as regiões mais vulneráveis ao novo agravamento.
Minho, áreas montanhosas e zonas situadas a norte do Mondego poderão concentrar os efeitos mais significativos, sobretudo no que diz respeito à chuva e às rajadas de vento.
A previsão deverá continuar a ser atualizada nos próximos dias, uma vez que pequenas alterações na posição das frentes poderão mudar a intensidade e a distribuição dos fenómenos previstos.
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