A instabilidade atmosférica deverá continuar a marcar o estado do tempo em Portugal continental esta terça-feira, 18 de agosto. Depois de uma segunda-feira marcada pelo risco de trovoadas, aguaceiros, rajadas fortes e granizo, há regiões onde a atmosfera poderá voltar a ficar mais agitada durante a tarde.
A responsável por este cenário é uma depressão isolada em altitude, que se mantém nas proximidades do território e deverá continuar a influenciar o estado do tempo durante os próximos dias.
Segundo as previsões da Meteored, apesar de a atividade elétrica prevista para esta terça-feira não ser tão frequente nem potencialmente tão intensa como a esperada na segunda-feira, continuam reunidas condições para a formação de trovoadas dispersas.
Estas deverão ser as horas mais críticas
Os mapas meteorológicos apontam para que a fase mais ativa da instabilidade se concentre durante a tarde desta terça-feira.
Em particular, o período entre as 15:00 e as 17:00 deverá apresentar maior potencial para o desenvolvimento de trovoadas dispersas.
A evolução exata das células convectivas continua, contudo, sujeita a alterações, uma vez que este tipo de fenómeno pode desenvolver-se de forma muito localizada.
Estas regiões estarão mais expostas
De acordo com os cenários analisados pela Meteored, o Ribatejo, a Beira Baixa e grande parte do Alentejo deverão ficar novamente dentro da principal área de instabilidade.
Nestas regiões poderão desenvolver-se aguaceiros e trovoadas de forma irregular, pelo que as condições meteorológicas podem variar consideravelmente mesmo entre localidades relativamente próximas.
Também não está excluída a ocorrência de aguaceiros e trovoadas dispersas em algumas zonas montanhosas do interior Norte e Centro.
Depressão continua a influenciar Portugal
A situação está relacionada com uma depressão isolada em altitude que se encontrava posicionada entre o arquipélago da Madeira e o Cabo de São Vicente.
Este sistema tem favorecido simultaneamente a chegada de uma massa de ar quente e seco proveniente do Norte de África, acompanhada por poeiras do Saara.
A combinação entre temperaturas elevadas e ar mais frio nas camadas superiores da atmosfera contribui para aumentar a instabilidade e favorecer o desenvolvimento de nuvens com grande crescimento vertical.
Chuva poderá surgir de forma muito localizada
Apesar da possibilidade de aguaceiros, a quantidade de precipitação não deverá ser uniforme no território.
Os reduzidos níveis de humidade presentes na atmosfera podem limitar a ocorrência de chuva significativa, mesmo nas regiões onde se desenvolvam trovoadas.
Isto significa que poderão ocorrer descargas elétricas acompanhadas por pouca precipitação ou, em determinadas situações, trovoadas predominantemente secas.
Trovoadas secas aumentam preocupação
Este cenário merece particular atenção durante o verão devido ao risco associado aos incêndios rurais.
Quando uma descarga elétrica atinge vegetação muito seca e não existe precipitação suficiente para humedecer o terreno, pode ocorrer uma ignição.
A combinação entre calor, vegetação seca e eventual vento pode posteriormente facilitar uma rápida propagação das chamas.
Previsão ainda pode sofrer alterações
As depressões isoladas em altitude são sistemas cuja evolução pode apresentar elevada variabilidade, tornando particularmente difícil determinar com grande antecedência os locais exatos onde surgirão os fenómenos mais intensos.
Pequenas alterações na posição ou trajetória da depressão podem modificar significativamente a distribuição das trovoadas e dos aguaceiros.
Por esse motivo, as previsões deverão continuar a ser acompanhadas ao longo desta terça-feira, sobretudo nas regiões do Ribatejo, Beira Baixa e Alentejo, onde os modelos apontam para maior potencial de instabilidade durante a tarde.
Instabilidade poderá continuar nos próximos dias
A influência desta depressão deverá prolongar-se durante parte da semana de 17 a 24 de agosto, condicionando sobretudo o estado do tempo no Centro e Sul de Portugal continental.
Para esta terça-feira, as atenções estarão especialmente concentradas na segunda metade do dia, com o intervalo entre as 15:00 e as 17:00 a surgir como aquele em que poderá ocorrer a fase mais ativa das trovoadas previstas.
Ainda assim, devido ao caráter localizado destes fenómenos, será a evolução da atmosfera ao longo do dia que permitirá perceber quais serão efetivamente as zonas mais atingidas.















