Um homem de 31 anos está em prisão preventiva depois de alegadamente ter matado o primo à facada, na noite de domingo, em Avelar, no concelho de Ansião. Antes do ataque, o suspeito terá atiçado o cão de guarda que se encontrava na habitação, numa sequência de acontecimentos que terminou com a morte da vítima no local.
O crime ocorreu após um desentendimento entre os dois familiares. De acordo com o Correio da Manhã, e segundo as informações conhecidas, a vítima deslocou-se à casa do primo para lhe pedir que colocasse fim às constantes discussões e agressões envolvendo outros familiares residentes na mesma localidade.
Cão foi usado antes do ataque
De acordo com a investigação, o suspeito terá incentivado o cão de guarda a dirigir-se contra o primo antes de pegar numa faca e desferir três golpes profundos, atingindo-o numa zona vital.
Após a agressão, abandonou o local, deixando a vítima gravemente ferida e a perder muito sangue. No entanto, regressou pouco tempo depois, já durante as operações de socorro.
À chegada dos Bombeiros Voluntários de Ansião e da equipa do INEM, a vítima encontrava-se em paragem cardiorrespiratória. Apesar das tentativas de reanimação, o óbito foi declarado no local.
Vítima era conhecida na região
A vítima, António Pedro Rodrigues, de 52 anos, conhecido como “Pedro Espanhol”, era camionista e presidente do Grupo Motard Roda Lenta, sendo uma figura bastante conhecida no concelho de Ansião.
O alegado homicida foi detido em flagrante delito pela GNR enquanto permanecia nas imediações durante as operações de socorro.
Investigação continua
O suspeito passou dois dias detido antes de ser presente a primeiro interrogatório judicial no Tribunal de Leiria.
No final da diligência, o tribunal determinou a aplicação da medida de coação mais gravosa, ficando o homem em prisão preventiva, tendo sido conduzido para o Estabelecimento Prisional de Leiria.
A investigação do homicídio está agora a cargo da Polícia Judiciária de Coimbra, que continua a apurar as circunstâncias e a motivação do crime. Até ao momento, as autoridades indicam apenas que existiam conflitos familiares anteriores e que, pouco antes do homicídio, já tinha ocorrido mais um episódio de violência entre familiares.
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