O Tribunal de Beja condenou hoje nove pessoas, sete das quais a penas de prisão efetiva, entre os três e os nove anos e meio, e absolveu outras três, num processo relacionado com a exploração de imigrantes no Alentejo.
Durante a leitura do acórdão, realizada esta tarde no Tribunal de Beja, a presidente do coletivo de juízes que julgou o processo, a juíza Ana Batista, indicou que a pena mais elevada, em cúmulo jurídico, de nove anos e meio de prisão efetiva, foi aplicada ao arguido que assumiu um “papel central” no esquema.
O arguido, de nacionalidade romena, foi condenado pelos crimes de auxílio à imigração ilegal, tráfico de pessoas, branqueamento de capitais e detenção de arma proibida.
Os outros seis arguidos com penas de prisão foram condenados, na generalidade, pela prática de crimes idênticos (embora alguns não tenham respondido pelos de detenção de arma proibida ou branqueamento de capitais).
Condenadas, mas com penas suspensas, ficaram uma peruana, pela prática do crime de auxílio à imigração ilegal e uma moldava, por detenção de arma proibida, cada uma a dois anos de prisão, suspensas na execução por igual período.
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