O prazo para os Estados-membros da zona euro apresentarem candidatos ao cargo de vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) termina esta sexta-feira, tendo Mário Centeno manifestado disponibilidade para concorrer.
O antigo governador do Banco de Portugal (BdP) afirmou, na quinta-feira, ao jornal Eco que está disponível para a vice-presidência do BCE, sucedendo a Luis de Guindos, assegurando estar “motivado e qualificado” para o cargo.
Em declarações ao jornal online, Mário Centeno confirmou a sua disponibilidade para avançar com a candidatura, referindo que foi incentivado por contactos europeus estabelecidos durante o período em que exerceu funções como governador do BdP.
Ao Eco, o ex-ministro das Finanças explicou que a eventual candidatura se enquadra no seu “persistente contributo para o aprofundamento da integração europeia”.
Mário Centeno está “motivado e qualificado” para o cargo
Mário Centeno assegurou sentir-se “motivado e qualificado” para o cargo.
A decisão do ex-governador foi, assim, conhecida na véspera do prazo final para os Estados-membros da zona euro apresentarem os candidatos ao cargo de vice-presidente do BCE.
Centeno já era apontado como um dos nomes na ‘corrida’ à sucessão de Luis de Guindos.
Em novembro, o ministro das Finanças disse que o Governo “vê sempre com satisfação” que um português concorra a um alto cargo europeu, quando questionado sobre a eventual candidatura de Mário Centeno.
“O Governo, naturalmente, como acontece sempre – e como aconteceu, por exemplo, com o doutor António Costa [antigo primeiro-ministro ministro, agora presidente do Conselho Europeu] recentemente – vê sempre com satisfação quando um português pode chegar a um cargo internacional”, disse Joaquim Miranda Sarmento.
Segundo a imprensa local, entre os países que apresentaram candidatos para o cargo encontra-se Espanha, Finlândia, Letónia, Estónia, Croácia e Lituânia. Entre os nomes mais proeminentes, destaca-se o antigo comissário europeu finlandês Olli Rehn e o economista croata Boris Vujčić.
O primeiro cargo a ficar vago no BCE será o de vice-presidente, quando o mandato de Luis de Guindos terminar em 31 de maio de 2026. Em seguida, serão abertas candidaturas para substituir o economista-chefe, Philip Lane, em maio de 2027 e a presidente, Christine Lagarde, em outubro desse ano.
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