A última Lua cheia de 2025 acontece a 4 de dezembro em Portugal e tem “duas razões” para chamar a atenção: além de ser uma superlua (Lua cheia perto do perigeu), deverá também ser vista especialmente alta no céu no Hemisfério Norte, um efeito associado ao chamado “major lunar standstill”, considerado um fenómeno raro.
Em Portugal continental, o momento exato deste fenómeno da Lua cheia está apontado para as 23h14 de 4 de dezembro (hora de Lisboa).
A ideia de que “não se volta a ver assim” até 2042 tem sido associada ao fim do período mais extremo do “major lunar standstill”, um ciclo de cerca de 18,6 anos que altera a trajetória aparente da Lua e pode fazê-la parecer mais alta no céu.
O que é uma superlua (e o que muda no céu)
De acordo com a NASA, uma superlua acontece quando a Lua cheia coincide com o momento em que a Lua está no perigeu, ou muito perto dele, ou seja, mais próxima da Terra na sua órbita.
Na prática, isto traduz-se numa Lua que pode parecer maior e mais brilhante do que o habitual, embora a diferença varie e nem sempre seja “óbvia” para todos os observadores, sobretudo se a Lua estiver alta e longe do horizonte.
Este fenómeno de dezembro é conhecido em contexto anglo-saxónico como “Cold Moon” (Lua Fria) e também como “Long Nights Moon”, por ocorrer numa fase do ano associada a noites mais longas e a tempo mais frio no Hemisfério Norte.
Porque é que pode parecer “mais alta” (e o que tem a ver com 2042)
A “altura” extra no horizonte é explicada, em muitos conteúdos de astronomia, por um período especial do ciclo lunar chamado major lunar standstill: é quando a declinação da Lua atinge valores máximos e a trajetória aparente no céu se torna mais extrema.
O Griffith Observatory, famoso observatório astronómico público, planetário e espaço de exposições em Los Angeles (EUA), descreve este fenómeno como resultado da rotação da órbita inclinada da Lua ao longo de um ciclo de aproximadamente 18,6 anos, o que permite observar luas “extremas” durante um período alargado (não é um evento instantâneo como um eclipse).
De acordo com a mesma fonte, algumas publicações especializadas referem que a fase mais “extrema” deste ciclo está a terminar e que uma Lua cheia com este perfil de “extremo” volta a ser esperada apenas por volta de 2042.
Como ver melhor (sem equipamentos especiais)
Para observar a Lua cheia, não é necessário qualquer equipamento. Ainda assim, binóculos ou um telescópio ajudam a ver detalhes da superfície, como mares lunares e crateras, caso o céu esteja limpo.
A recomendação mais repetida é procurar um local com pouca poluição luminosa e uma vista aberta do horizonte, porque a Lua tende a impressionar mais quando nasce e está baixa, graças ao efeito de “Lua grande” perto do horizonte.
Para quem não conseguir observar ao vivo (por nuvens ou por estar numa zona muito iluminada), há projetos que costumam transmitir fenómenos do céu noturno online, permitindo acompanhar o evento à distância.
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