A época balnear em algumas praias do concelho de Sintra está em risco devido aos danos provocados pelas tempestades de janeiro e fevereiro. Derrocadas nas arribas, areais quase desaparecidos e zonas interditas colocam em dúvida a possibilidade de reabertura ao público no início do verão. De acordo com o portal de notícias Meteored, ventos fortes, chuva intensa e agitação marítima deixaram marcas visíveis ao longo de vários quilómetros de costa.
Cerca de 11 quilómetros da freguesia de São João das Lampas são os mais impactados, conforme a mesma fonte. Nestes troços, a força do mar provocou o desaparecimento da areia e o desprendimento de blocos de rocha, criando pontos de risco crítico.
Segundo a mesma fonte, várias zonas já foram interditadas para proteção dos visitantes, enquanto se realizam levantamentos detalhados da orla costeira. O objetivo é identificar todas as áreas vulneráveis antes de avançar com obras de recuperação.
Praia do Magoito, prioridade urgente
A praia do Magoito destaca-se como a intervenção mais urgente. Escreve a publicação que, além da perda de areal, grandes blocos continuam a desprender-se das arribas, representando perigo imediato para quem visita a zona.
Nesta praia, o passeio e o murete junto ao parque de estacionamento estão interditos, tal como as áreas próximas do Forte de Magoito e da arriba fóssil, explica o site. Estes bloqueios têm caráter preventivo enquanto se avalia a segurança do local.
Património geológico em risco
O Magoito possui uma duna fóssil consolidada há mais de 10.000 anos e classificada como geomonumento. De salientar que esta formação de arenito revela laminações oblíquas que indicam a direção dos ventos pré-históricos.
Refere a mesma fonte que esta duna, moldada pelo vento e pelo mar, é um dos elementos geológicos mais significativos da região, tornando a intervenção urgente não apenas uma questão de segurança, mas também de preservação científica.
Outras praias vulneráveis
A praia de São Julião, entre Sintra e Mafra, também sofreu derrocadas consideráveis. Conforme a mesma fonte, o areal extenso e a exposição às ondulações tornam a zona particularmente vulnerável, sendo frequentemente utilizada por surfistas e bodyboarders.
Acrescenta a publicação que praias, como a da Vigia e a da Aguda necessitam igualmente de intervenção, embora a avaliação detalhada ainda decorra nas freguesias de São João das Lampas e Colares.
Obras e investimento necessário
A Câmara Municipal de Sintra e a Agência Portuguesa do Ambiente estão a realizar diagnósticos para avançar com a recuperação o mais rapidamente possível. Segundo o portal Meteored, a intenção é concluir os trabalhos em cerca de três meses, minimizando o impacto na época balnear.
A mesma fonte acrescenta que a empreitada poderá custar entre três a quatro milhões de euros, verba a ser assegurada pelo Fundo Ambiental, garantindo a sustentabilidade das arribas e a segurança dos banhistas antes da abertura das praias.
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