Portugal continental vai atravessar uma subida significativa das temperaturas nos próximos dias, com valores que podem chegar aos 40 graus no interior. O episódio de calor deverá prolongar-se até 13 de junho e já motivou a emissão de avisos amarelos pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).
A situação meteorológica resulta da combinação entre um anticiclone a nordeste dos Açores e um vale depressionário que se estende desde o norte de África até à Península Ibérica. Esta configuração está a facilitar a entrada de uma massa de ar quente e seco sobre o território continental, com impacto direto nas temperaturas.
Interior sob maior pressão térmica
A subida das temperaturas será progressiva nos dias 11 e 12 de junho, com maior intensidade no litoral oeste e nas zonas do interior. Segundo a mesma fonte, a maioria do território deverá registar máximas entre os 30 e os 37 graus, num quadro de calor generalizado.
No interior, sobretudo no dia 12, os valores poderão atingir entre 38 e 40 graus. As temperaturas mínimas também deverão aumentar, com várias regiões a registarem noites tropicais, com valores iguais ou superiores a 20 graus.
Algarve com valores abaixo do resto do país
Num contexto de calor extremo em várias regiões, o Algarve destaca-se como exceção. Conforme a mesma fonte, a faixa costeira da região sul deverá manter máximas inferiores a 30 graus, contrastando com o cenário mais intenso previsto para o interior do país. Esta diferença está associada à influência marítima, que tende a suavizar os extremos térmicos no litoral algarvio. Ainda assim, o restante território continental deverá sentir de forma mais evidente a massa de ar quente que se aproxima.
O estado do tempo deverá manter-se estável na maior parte do país, com céu pouco nublado ou limpo durante os próximos dias. No entanto, a partir da tarde de 12 de junho, poderá registar-se um aumento temporário de nebulosidade no interior. A aproximação de um vale em altitude poderá criar condições para aguaceiros, trovoadas e queda de granizo em zonas montanhosas, sobretudo durante a tarde de 13 de junho. Estes fenómenos deverão ter carácter localizado.
Vento mais fraco agrava sensação de calor
O IPMA indica ainda que a diminuição da intensidade do vento deverá contribuir para uma sensação térmica mais elevada, tornando o calor mais intenso do que os valores registados nos termómetros. Perante este cenário, o instituto recomenda o acompanhamento regular das previsões e dos avisos meteorológicos, numa fase em que várias regiões do país permanecem sob aviso amarelo.
Apesar do aumento das temperaturas no início da semana, está prevista uma descida acentuada dos valores máximos a partir de 14 e 15 de junho, sobretudo no litoral oeste. Esta mudança estará associada à rotação do vento para o quadrante oeste. Esta alteração deverá marcar o fim do episódio mais intenso de calor, devolvendo valores mais próximos da média para a época do ano.
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