O Município de Portimão está a realizar trabalhos de manutenção na escultura “Ao Pescador”, da autoria de João Cutileiro, instalada na zona ribeirinha de Alvor, com o objetivo de preservar a obra e reduzir fatores de degradação que afetam o seu estado de conservação.
A intervenção está a ser desenvolvida de forma faseada pelos serviços de conservação e restauro do Museu de Portimão e incide, nesta fase, na remoção de marcas recentes de pichagem identificadas na frente e numa das faces laterais da peça.

Antes do início da limpeza, foram realizados testes localizados para avaliar a reação da superfície pétrea e definir o procedimento considerado mais adequado, procurando garantir uma intervenção controlada e com o menor impacto possível no material original.
Limpeza é feita manualmente e por pequenas áreas
Segundo o Município de Portimão, a remoção das marcas está a ser efetuada manualmente, por pequenas áreas, através da aplicação controlada de solvente e da utilização de material absorvente.
A autarquia explica que “este método permite limitar a dispersão dos pigmentos e reduzir o risco de alteração da superfície da pedra”.

Os primeiros resultados apontam já para uma diminuição significativa das marcas nas áreas intervencionadas, estando prevista a continuação dos trabalhos numa fase posterior.
Com cerca de quatro metros de altura, a escultura representa um pescador com um peixe nas mãos e foi concebida como homenagem à ligação histórica da população de Alvor ao mar e à atividade piscatória.
De acordo com o Município de Portimão, a obra “constitui uma homenagem à bravura, à dedicação e à ligação secular das gentes de Alvor à atividade marítima e piscatória”.
Obra de João Cutileiro foi inaugurada em 2000
A escultura foi encomendada pela Câmara Municipal de Portimão a João Cutileiro no âmbito de um projeto mais amplo de intervenção na zona ribeirinha de Alvor e foi inaugurada a 12 de dezembro de 2000.
A cerimónia de inauguração foi presidida pelo então secretário de Estado da Administração Marítima e Portuária, José Adelmo Gouveia Bordalo Junqueiro.

Ao longo dos anos, a peça passou a assumir um papel de destaque na paisagem ribeirinha de Alvor e na memória coletiva da comunidade local.
Segundo a autarquia, a escultura “afirmou-se como um elemento de referência da paisagem ribeirinha de Alvor e como uma expressão artística da identidade e da memória da comunidade local”, adquirindo também relevância no património cultural municipal.

“A atual intervenção integra a estratégia municipal de conservação preventiva do património artístico, assente na inspeção periódica, na manutenção programada e no acompanhamento das condições de exposição das obras instaladas no espaço público”, afirma a autarquia.
O Município de Portimão refere ainda que, através desta ação, “reforça o compromisso com a salvaguarda do património artístico municipal, contribuindo para a preservação da obra de João Cutileiro e para que esta continue a ser fruída pela comunidade e por todos aqueles que visitam a zona ribeirinha de Alvor”.
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