Num mercado dominado por acelerações cada vez mais rápidas, há um modelo que se destaca precisamente pelo oposto: números que recordam tempos menos focados na velocidade máxima e mais na utilidade diária. O automóvel que mais tempo precisa para alcançar os 100 km/h é o Dacia Spring, um citadino elétrico que completa o sprint em 19,1 segundos e cujo permanece começa nos 13.300 euros.
Os dados revelados pelo portal Razão Automóvel mostram que o Dacia Spring se apresenta com 33 kW, o equivalente a 45 cv, e 125 Nm de binário. A marca romena posiciona-o para a cidade, onde a capacidade de manobra e os consumos reduzidos têm maior peso do que o tempo até aos 100 km/h. Esse foco coloca-o no extremo oposto de grande parte do mercado atual, no qual o valor de aceleração se tornou praticamente um cartão de visita para qualquer catálogo.
Mercado habituado a números maiores
Se a referência para uma performance discreta parecia ser o Fiat 500 Hybrid, que levava 16,2 segundos para ir dos 0 aos 100 km/h, o Spring ultrapassa-o nesse registo com mais três segundos de diferença. De acordo com a mesma fonte, o Fiat utiliza um motor Firefly 1.0 de três cilindros, com 65 cv e 96 Nm, resultado suficiente para acompanhar o trânsito urbano sem foco competitivo. Ainda assim, o Dacia supera-o no ritmo pausado, assumindo-se como o veículo de aceleração mais demorada entre os dois.
O ponto forte destes pequenos modelos não está na rapidez, mas sim na eficiência, destacando-se nos consumos contidos e na facilidade de utilização diária. Ambos foram desenvolvidos para contextos urbanos, onde longas acelerações raramente são necessárias. Escreve o portal que estas propostas continuam a encontrar espaço num mercado que parece privilegiar potência mas onde a acessibilidade ainda tem procura.
Atualização muda mais do que os números da aceleração
A publicação menciona que o Spring recebeu uma atualização recente, acompanhando o lançamento de outros produtos da marca romena. Entre as novidades está uma bateria LFP de 24,3 kWh, que, conforme a mesma fonte, promete maior durabilidade, segurança térmica e custos de utilização inferiores.
Acrescenta a Razão Automóvel que o elétrico passa também a estar disponível com duas motorizações: 70 e 100 cv. Apesar do incremento mecânico, a autonomia mantém-se próxima dos valores anteriores, mas com ganhos registados na recuperação de energia e no comportamento dinâmico. A revisão da travagem, a nova barra estabilizadora, além de molas e amortecedores com afinação renovada, pretendem melhorar a experiência em estrada.
Aerodinâmica revista e promessa do preço contido
Note que as alterações exteriores são discretas, embora incluam defletores frontais, laterais e traseiros, bem como um pequeno spoiler, reduzindo o coeficiente de arrasto de 0,743 para 0,665. A direção elétrica também foi ajustada, transmitindo maior precisão ao condutor. Explica o site que todas as melhorias pretendem elevar o comportamento geral do modelo, mantendo-o acessível.
A marca garante que o Spring continuará a ser o elétrico mais barato do mercado europeu, com preços a começar nos 13.300 euros. Os tempos de aceleração permanecem modestos, mas nesse ponto reside a singularidade deste citadino: não quer ser o mais rápido, apenas o mais eficiente na faixa de preço em que se insere.
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