A Mercadona alterou a forma de vender o peixe nas suas lojas em Espanha (em Portugal não) e a mudança já está a levantar dúvidas entre muitos clientes, sobretudo sobre a conservação e a forma de congelar os produtos vendidos em bandeja. A cadeia espanhola garante que o novo modelo pretende reduzir o tempo entre a captura do peixe e o momento em que chega à mesa do consumidor.
De acordo com o jornal El Correo, a empresa liderada por Juan Roig decidiu apostar nas lojas espanholas num sistema de venda baseado em produtos já preparados, limpos e embalados em bandeja, numa estratégia que apresenta como mais sustentável e eficiente.
Sabe-se que o novo modelo aplicado apenas no país vizinho elimina parte do processo tradicional associado às peixarias de supermercado. Em vez de o peixe ser preparado no momento, os produtos passam a estar prontos para consumo ou confeção imediata.
Dúvida que muitos clientes começaram a ter
Entre as questões mais frequentes está a possibilidade de congelar o peixe vendido nestas novas embalagens. A resposta da empresa é positiva para quase todos os produtos, embora existam exceções assinaladas nos próprios rótulos.
Escreve o jornal que a cadeia de supermercados recomenda atenção às instruções da embalagem, especialmente em produtos que possam ter limitações específicas relacionadas com a congelação ou conservação.
Há um prazo recomendado para consumo
A principal recomendação da Mercadona surge depois de congelar o peixe. Conforme a mesma fonte, a empresa aconselha os consumidores a utilizarem o peixe congelado no prazo máximo de um mês, de forma a evitar perdas de qualidade.
A cadeia espanhola sublinha ainda que, depois de aberta a embalagem original, o ideal será utilizar sacos próprios para congelador devidamente fechados, protegendo o alimento do contacto com o ar e da formação de gelo.
O que fazer aos produtos descongelados
Outra recomendação deixada pela Mercadona está relacionada com alimentos que tenham sido descongelados e posteriormente congelados novamente. Nestes casos, a empresa alerta para a necessidade de cozinhar totalmente o produto. Refere a mesma fonte que os alimentos devem atingir temperaturas superiores a 70 graus durante pelo menos dois minutos, garantindo assim condições adequadas de segurança alimentar.
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