Lisboa foi eleita a melhor cidade do mundo para expatriados, segundo um novo ranking internacional da Global Citizen Solutions. A cidade portuguesa alcançou 88,49 pontos em 100 e ficou à frente de cidades como Amesterdão, Melbourne, Viena e Barcelona.
De acordo com o portal britânico Express, o estudo analisou 35 cidades em seis continentes e avaliou fatores considerados decisivos para quem quer viver fora do país de origem.
Entre os indicadores estiveram o custo de vida, a segurança, os cuidados de saúde, a qualidade do ar, o domínio do inglês, a facilidade de integração social e os direitos de mobilidade.
A Global Citizen Solutions concluiu que Lisboa não lidera necessariamente todos os critérios de forma isolada, mas apresenta um desempenho equilibrado em praticamente todas as áreas avaliadas.
Lisboa destaca-se pelo equilíbrio
A capital portuguesa ficou no primeiro lugar da lista com uma pontuação global de 88,49 em 100.
Segundo o ranking, Lisboa combina qualidade de vida, segurança, bom acesso a cuidados de saúde, clima favorável e custos ainda competitivos face a outras capitais da Europa Ocidental.
O estudo destaca também a facilidade de integração para estrangeiros, um fator cada vez mais relevante para trabalhadores remotos, reformados, famílias e empreendedores digitais.
Para muitos expatriados, a cidade oferece uma combinação difícil de encontrar: vida urbana, proximidade ao mar, boa oferta cultural e uma comunidade internacional já consolidada.
Capital portuguesa à frente de grandes cidades
Na classificação geral, Amesterdão ficou em segundo lugar, com 81,97 pontos, seguida de Melbourne, com 81,79.
Viena ocupou a quarta posição, com 81,07 pontos, enquanto Barcelona fechou o top cinco com 80,70.
O top 10 inclui ainda Singapura, Auckland, Tóquio, Copenhaga e Seul.
Apesar da forte concorrência, Lisboa conseguiu distinguir-se por apresentar bons resultados em vários indicadores ao mesmo tempo, em vez de depender apenas de um ponto forte.
Segurança e saúde pesaram no ranking
A segurança e os cuidados de saúde tiveram especial peso na avaliação, por serem considerados fatores essenciais para quem decide mudar-se para outro país a médio ou longo prazo.
O estudo refere que algumas cidades com excelentes infraestruturas e bons serviços de saúde podem, ainda assim, apresentar maiores dificuldades de integração social para estrangeiros.
Foi o caso de cidades como Viena e Copenhaga, que ficaram bem classificadas no ranking geral, mas registaram resultados mais baixos na componente de integração.
Lisboa e Barcelona foram destacadas pela capacidade de combinar custos moderados, bons sistemas de saúde e maior acessibilidade social.
Clima e localização reforçam atratividade
Além dos indicadores avaliados no estudo, Lisboa continua a beneficiar de fatores que reforçam a sua atratividade internacional.
O clima ameno, os muitos dias de sol ao longo do ano e a proximidade a praias atlânticas são alguns dos elementos que ajudam a explicar a popularidade da cidade.
Para os britânicos, a capital portuguesa é também uma opção próxima, com voos diretos a partir de Londres e do sul de Inglaterra que costumam demorar cerca de duas horas e meia a três horas.
A ligação aérea regular, operada por várias companhias, facilita estadias prolongadas, viagens frequentes e mudanças de residência.
Nem tudo são vantagens para quem chega
Apesar da boa posição no ranking, a crescente procura internacional por Lisboa também tem levantado desafios dentro da cidade.
O aumento da pressão sobre a habitação, o custo das rendas e a transformação de alguns bairros históricos são temas que têm marcado o debate público nos últimos anos.
Ainda assim, no contexto internacional avaliado pela Global Citizen Solutions, Lisboa continua a aparecer como uma das capitais mais atrativas para quem procura segurança, qualidade de vida e integração fora do país de origem.
O resultado reforça a imagem da cidade como destino global para expatriados, mas também reacende a discussão sobre o equilíbrio entre atração internacional e qualidade de vida para quem já vive na capital.
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