Nas últimas semanas, tem-se verificado um aumento significativo de infeções provocadas por uma nova variante da COVID-19, identificada como NB.1.8.1. Embora a população esteja já bastante familiarizada com o vírus, esta nova estirpe está a destacar-se pela intensidade dos sintomas e pela facilidade de propagação.
Sintomas comuns mas mais intensos
O número de casos tem vindo a aumentar em vários países, com registo de picos de febre elevada, calafrios, tosse persistente, dores no corpo, fadiga extrema, espirros e congestão nasal. Segundo o AS, estes sintomas, que duram entre três a cinco dias, têm afetado sobretudo adultos, mesmo aqueles que se encontram vacinados ou que já tinham sido infetados por variantes anteriores.
Capacidade de infeção aumentada
De acordo com a investigadora Lara Herrero, professora e líder da área de Virologia e Doenças Infecciosas da Universidade Griffith, esta nova variante poderá estar a infetar as células humanas de forma mais eficaz. A especialista sublinha que “por causa das múltiplas mutações, a nova cepa poderia infectar as células com maior eficiência que as cepas anteriores”.
Segundo Herrero, a probabilidade de transmissão também aumentou. “É possível que uma pessoa infectada com NB.1.8.1 tenha maior probabilidade de transmitir o vírus a outra pessoa, em comparação com as variantes anteriores”, afirmou, acrescentando que o vírus “poderia propagar-se com maior facilidade e eludir parcialmente a imunidade derivada de infecções prévias ou da vacinação”.
OMS pede vigilância apertada
A Organização Mundial de Saúde (OMS) está a acompanhar de perto a evolução desta variante, apelando aos países para que mantenham sistemas de vigilância epidemiológica ativos. Num relatório divulgado a 28 de maio, a OMS recomenda também que se continue a reforçar a vacinação, como forma de minimizar o impacto sobre os sistemas de saúde.
Origem e deteção da estirpe
Embora a NB.1.8.1 tenha sido inicialmente identificada em janeiro deste ano, só no final desse mês se começou a perceber o seu potencial de propagação. Os primeiros registos da nova estirpe surgiram no Egipto, na Tailândia e nas Maldivas, a 22 de janeiro de 2025.
Casos já confirmados nos EUA
Entretanto, os Estados Unidos também já detetaram esta variante em vários estados. Os Centros para o Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) confirmaram casos em Nova Iorque, Califórnia, Arizona, Ohio, Washington e Rhode Island, reforçando a necessidade de medidas preventivas.
Recomendamos: União Europeia a ‘apertar’: conheça o valor máximo que pode pagar em dinheiro em Portugal
Lista de sintomas é extensa
A lista de sintomas associados à nova variante inclui febre ou calafrios, tosse, dificuldade respiratória, dor de garganta, congestão ou corrimento nasal, perda recente do olfato ou paladar, fadiga, dores musculares, dor de cabeça, náuseas, vómitos e diarreia. A sua combinação torna o diagnóstico mais fácil, mas não menos preocupante.
Com origem na Ómicron, esta subvariante parece apresentar mutações que lhe conferem vantagens na capacidade de infetar e espalhar-se, o que justifica a rápida disseminação nos países afetados. A sua elevada transmissibilidade está a gerar preocupação entre os profissionais de saúde.
Autoridades portuguesas em alerta
Em Portugal, as autoridades de saúde continuam a acompanhar os dados internacionais e alertam para a importância de não baixar a guarda, mesmo com o fim de muitas medidas restritivas. A Direção-Geral da Saúde apela à responsabilidade individual, recomendando o uso de máscara em caso de sintomas e o isolamento quando necessário.
Perigo de novos surtos
O impacto da nova variante ainda está a ser estudado em profundidade, mas os primeiros indicadores sugerem que a NB.1.8.1 poderá contribuir para novos surtos sazonais, especialmente durante os meses mais frios ou em ambientes fechados e com maior densidade populacional.
Sequenciação permitiu resposta rápida
A vigilância genómica tem desempenhado um papel fundamental na identificação desta estirpe. Graças à sequenciação de amostras em diferentes partes do mundo, foi possível detetar rapidamente o padrão genético desta nova ameaça.
Vacinação continua essencial
Especialistas lembram que, apesar de estarmos mais preparados do que no início da pandemia, o vírus continua a evoluir e pode surgir com novas formas que escapam parcialmente à imunidade adquirida. De acordo com o AS, a vacinação continua, por isso, a ser a principal arma de prevenção e contenção.
Leia também: Viu um saco de plástico no retrovisor de um carro? Saiba o que significa e descubra por que o deve fazer
















