Portugal está vulnerável a catástrofes e a prevenção não pode esperar. A inércia irá multiplicar o número de vítimas e os danos irreparáveis.
O mundo está a ser sacudido por sismos devastadores
Nas últimas semanas, a Venezuela, o Japão, a Colômbia, a Indonésia e Espanha sofreram fenómenos sismológicos, alguns de grande intensidade.
Granada registou, recentemente, mais de 40 sismos num só dia.
Quem e o que nos garante que as construções em zonas de liquefação estão seguras?
Estes fenómenos não se aproximam de Portugal, naturalmente, mas a verdade é clara: o risco sísmico é global, imprevisível e real.

A Península Ibérica demonstra, permanentemente, instabilidade tectónica.
Portugal não se encontra minimamente preparado
As falhas recentes, na tempestade Kristin, em incêndios e no apagão, mostram que o país não resiste a um evento catastrófico, súbito e com impacto relevante.
As comunicações que movem a sociedade simplesmente bloquearam
O apagão nacional, em 2025, revelou falhas graves e imperdoáveis:
– Energia e Internet, em hospitais, bombeiros e edifícios públicos, interrompidas;
– Água, sem abastecimento;
– Geradores hospitalares, de socorro e de serviços essenciais, inoperacionais;
– Comunicações bloqueadas;
– Pânico repentinamente generalizado e instabilidade social;
– “Assalto” da população em pânico a alimentos e água, esgotando stocks;
– Pagamentos eletrónicos suspensos, população sem quaisquer recursos.
Geradores inoperacionais, imprescindíveis em hospitais, bombeiros e redes de água
Nos grandes incêndios, falhou a coordenação, as comunicações, a emergência, a informação. Após a tempestade Kristin, muitas zonas ficaram semanas e até meses sem energia e Internet. A sociedade bloqueou…
Vejamos.
Se todo o sistema falhou – mesmo – com aviso prévio, imaginemos um sismo repentino de grande intensidade
Se todo este sistema falhou em eventos previstos, como numa tempestade, perante um sismo inesperado e de grande intensidade, o colapso será imediato e total.
Como confirmámos nas cheias de 2015, o Centro de Saúde de Albufeira está em zona inundável
Perante uma catástrofe, este centro de saúde não prestaria socorro. Necessitaria de ajuda de emergência.
É tempo de abandonar a inércia.
A prevenção tem de começar agora.
As falhas gravíssimas ocorridas no apagão e em eventos previstos, como a tempestade “Kristin”, perante um sismo inesperado, dariam origem ao colapso total
Está em preparação o Sistema Municipal Integrado de Prevenção e Resposta a Sismos, um modelo técnico completo que, em breve, será divulgado.
Construções sem segurança sísmica e na influência de falhas
Portugal não aprendeu a prevenir perante episódios e catástrofes anunciados, mas pode e deve começar hoje.
O risco é inevitável.
A tragédia não tem de ser.
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