A 28 de junho de 2025, entrou oficialmente em vigor uma nova exigência europeia que promete tornar o uso dos terminais Multibanco mais acessível a todos. O chamado European Accessibility Act (EAA) passa a impor regras claras para garantir que os novos equipamentos Multibanco são mais fáceis de usar, como este botão: sobretudo para pessoas com deficiência, idosos ou cidadãos com dificuldades cognitivas.
A medida não será visível no Multibanco para todos à primeira vista, mas para quem precisa, um simples botão ou detalhe pode fazer toda a diferença.
O que muda com esta nova obrigação europeia
De acordo com o regulamento da União Europeia (UE), os novos terminais devem incluir funcionalidades como leitura de ecrã, teclados em Braille ou com relevo, menus simplificados e interfaces adaptáveis. Também passam a estar previstos sistemas de áudio com ligação para auscultadores e ecrãs com maior contraste e tamanho de letra ajustável.
Segundo as orientações divulgadas pelas entidades bancárias e pela Comissão Europeia, o objetivo é garantir uma experiência de utilização segura, confortável e autónoma para qualquer cidadão, independentemente das suas capacidades físicas ou tecnológicas.
Implementação será faseada
Apesar da entrada em vigor em junho, a transição será gradual. Os terminais Multibanco que forem instalados a partir dessa data já devem cumprir integralmente as novas regras. No entanto, os equipamentos antigos terão até 2030 para ser adaptados. A substituição total é obrigatória até 2045.
As instituições bancárias deverão comunicar aos clientes quais os terminais já compatíveis com os novos critérios. Alguns poderão exibir sinalética própria ou indicar no próprio terminal as opções de acessibilidade disponíveis.
O que permanece inalterado
O funcionamento tradicional do Multibanco não sofre alterações para o utilizador comum. Continuará a poder levantar dinheiro sem aviso prévio, as comissões mantêm-se isentas em levantamentos a débito dentro da UE e os limites legais de transporte de numerário não se alteram.
O que muda, na prática, é o acesso, que se torna mais justo e adaptado às necessidades da população, num país onde mais de dois milhões de pessoas vivem com algum tipo de incapacidade.
Uma mudança silenciosa, mas significativa
A medida tem especial impacto para quem até aqui dependia de terceiros para realizar tarefas simples como consultar o saldo ou levantar dinheiro. A acessibilidade deixa de ser vista como um extra ou uma opção, passando a ser uma obrigação legal e, acima de tudo, um sinal de respeito.
Se vir um botão diferente, uma entrada para auscultadores ou um menu com letras maiores, saiba que não é um pormenor técnico. É inclusão em prática.
E se tiver familiares que possam beneficiar destas novidades, vale a pena explicar-lhes e experimentar com eles. Às vezes, é num pequeno gesto que se encontra uma grande diferença.
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