A cidade de Faro registou, no segundo trimestre de 2026, uma média de 28 contactos por anúncio de arrendamento, acima da média nacional de 24 e entre os valores mais elevados das capitais portuguesas, apesar de uma descida de 23% face ao mesmo período do ano anterior.
Os dados constam de uma análise do idealista, divulgada a 29 de julho, que utiliza o número médio de contactos recebidos por cada anúncio como indicador da pressão da procura sobre a oferta disponível.
Entre as capitais de distrito e das regiões autónomas, Faro apresentou o quarto valor mais elevado, em igualdade com Setúbal. Santarém liderou, com 34 contactos por anúncio, seguindo-se Leiria, com 30, e Évora, com 29.
Faro continua acima da média nacional
Apesar da posição entre as cidades com maior procura, Faro registou uma diminuição homóloga expressiva. A média passou de 36 contactos por anúncio, no segundo trimestre de 2025, para 28 no mesmo período deste ano, o equivalente a uma quebra de 23%.
Ao nível do distrito de Faro, o indicador recuou de 23 para 20 contactos por anúncio, menos 13% do que há um ano.
Ainda assim, a capital algarvia manteve-se acima da média nacional, fixada em 24 contactos por cada casa anunciada para arrendamento.
Além de Santarém, Leiria, Évora, Faro e Setúbal, também Ponta Delgada apresentou um nível elevado de procura, com 25 contactos por anúncio. Castelo Branco registou 22, enquanto Lisboa e Porto contabilizaram 21 cada.
Portalegre e Vila Real apresentaram os valores mais baixos entre as capitais analisadas, com oito e 12 contactos por anúncio, respetivamente.
Procura nacional aumenta 36% apesar da descida das rendas
Em Portugal, cada anúncio de arrendamento recebeu, em média, 24 contactos entre abril e junho, mais 36% do que os 18 contabilizados no mesmo trimestre de 2025.
Este crescimento ocorreu num contexto em que as rendas desceram 2,4%, de acordo com a mesma análise.
“A descida das rendas não significa que o mercado esteja menos pressionado. A procura continua muito acima da oferta disponível e cada nova casa anunciada continua a concentrar dezenas de potenciais interessados”, afirmou Ruben Marques, porta-voz do idealista.
A evolução não foi, contudo, uniforme em todo o território. A média de contactos aumentou em nove capitais e diminuiu noutras nove, enquanto Beja e Bragança mantiveram os mesmos valores do ano anterior.
Coimbra e Porto lideram crescimento anual
Coimbra registou o maior aumento da procura entre as capitais, com uma subida de 153% no número médio de contactos por anúncio. O indicador passou de sete para 17 contactos.
Seguiu-se o Porto, com um crescimento de 146%, de oito para 21 contactos por casa anunciada. Lisboa apresentou um aumento de 53%, enquanto Braga avançou 19%.
Também se verificaram subidas em Leiria, com mais 13%, Santarém, com 11%, Setúbal, com 8%, e Viana do Castelo, com 7%.
Em sentido contrário, Portalegre registou a maior quebra, de 84%, seguida do Funchal, com menos 42%, Vila Real, com uma diminuição de 33%, e Faro, com menos 23%. Ponta Delgada recuou 18%, Guarda 14% e Castelo Branco 5%.
Setúbal lidera entre distritos e ilhas
Na análise por distritos e ilhas, Setúbal apresentou a maior média de contactos por anúncio, com 34, seguindo-se Lisboa e Santarém, ambos com 26, e o Porto, com 22.
Coimbra registou o maior crescimento homólogo neste nível territorial, com uma subida de 99%. Seguiram-se o Porto, com 90%, Lisboa, com 36%, Setúbal, com 16%, e Viana do Castelo, com 15%.
As maiores reduções ocorreram em Portalegre, com menos 46%, na ilha da Madeira, com uma quebra de 38%, e em Vila Real, onde a procura recuou 19%.
Os dados foram recolhidos e analisados pelo idealista/data, tendo por base os parâmetros da plataforma imobiliária e outras fontes públicas e privadas.
A.Pinto / HDF
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