O Movimento de Cidadania dos Utentes da Estrada Nacional (EN) 125 – Sotavento exigiu esta quinta-feira ao Governo a inclusão, no Orçamento do Estado para 2027, de verbas destinadas à requalificação do troço entre Olhão e Vila Real de Santo António.
A reivindicação consta de uma carta aberta dirigida ao ministro das Infraestruturas e Habitação, na qual o movimento considera que aquele troço da EN125, no distrito de Faro, continua marcado por um “crónico esquecimento orçamental”.
De acordo com o movimento, apesar do fim das portagens na Via do Infante (A22), a EN125 no Sotavento algarvio permanece “fortemente sobrecarregada” e assegura a ligação direta a dezenas de explorações agrícolas e unidades industriais.
Circulação de pesados levanta preocupações de segurança
A circulação de veículos pesados de mercadorias numa faixa estreita, partilhada com ciclomotores e peões, é outra das preocupações apontadas pelos utentes, que consideram que esta situação está a “contribuir para os problemas de segurança rodoviária” naquela estrada.
A tomada de posição surge no início da discussão do Orçamento do Estado para 2027, num momento em que a população do Algarve Oriental, segundo o movimento, “recusa-se a aceitar mais adiamentos” na intervenção prevista para a EN125.
Utentes apontam a elevada sinistralidade rodoviária
Na carta, os utentes apontam a elevada sinistralidade rodoviária, o intenso tráfego de pesados e a pressão turística como fatores que “agravam as dificuldades” sentidas naquela zona do Algarve.
O movimento defende que o sotavento algarvio não deve ser encarado como o “fim de Portugal”, mas como uma “porta de entrada da Península Ibérica”, sublinhando a importância estratégica da região e da fronteira terrestre com Espanha.
Para os subscritores da carta aberta, o debate do OE2027 “constituirá um momento para avaliar a resposta” do Ministério das Infraestruturas às reivindicações da população algarvia relativamente àquele troço da EN125.
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