A partir desta quinta-feira, 1 de outubro, a eletricidade fica mais cara para a maioria dos clientes domésticos do mercado regulado. A atualização decidida pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) traduz-se num aumento médio de cerca de 2,7% na fatura mensal.
Segundo a ERSE, a tarifa de Energia aumenta 0,005 euros por kWh a partir de 1 de outubro de 2026. Com esta revisão, a variação anual dos preços em 2026 passa para 1,7%, acima do aumento de 1% que tinha sido anunciado no final de 2025.
Quanto vai aumentar a fatura da eletricidade?
O regulador apresentou dois exemplos para mostrar o impacto da alteração nas famílias.
Um casal sem filhos, com potência contratada de 3,45 kVA e consumo anual de 1.900 kWh, passa a ter uma fatura média mensal de 37,77 euros, mais 0,95 euros do que em setembro.
Já um casal com dois filhos, com potência contratada de 6,9 kVA e consumo de 5.000 kWh por ano, passa a pagar em média 97,73 euros por mês, o que corresponde a um acréscimo de 2,70 euros. Os valores apresentados pela ERSE referem-se a Portugal continental e incluem taxas e impostos, com exceção da taxa da DGEG.
Porque é que a eletricidade ficou mais cara?
A revisão resulta do aumento dos custos previstos para a compra de eletricidade pelo Comercializador de Último Recurso (CUR).
A ERSE explica que os preços no mercado grossista subiram ao longo de 2026 e que a previsão atualizada do custo de aquisição apresenta um desvio de 0,0176 euros por kWh face ao valor considerado nas tarifas em vigor até 30 de setembro.
O regulador associa grande parte desta subida à evolução do preço do gás natural e, consequentemente, da eletricidade, referindo também um menor peso da produção renovável durante o terceiro trimestre. Quando o desvio dos custos de aquisição ultrapassa os limites previstos no Regulamento Tarifário, existe um mecanismo que permite atualizar a tarifa de Energia durante o ano.
Aumento não chega automaticamente a todos os consumidores
A alteração abrange diretamente os clientes do mercado regulado, que eram cerca de 779 mil em junho de 2026 e representavam aproximadamente 4,6% do consumo total de eletricidade.
Quem está no mercado livre não tem necessariamente um aumento de 2,7%. A própria ERSE salienta que cada comercializador pode definir os seus preços de acordo com a estratégia de compra de energia e as condições comerciais oferecidas aos clientes.
Por isso, o regulador aconselha os consumidores a acompanharem eventuais alterações aos contratos e a compararem ofertas disponíveis no mercado. O simulador da ERSE permite verificar se existem alternativas mais baratas para o mesmo perfil de consumo.
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