A 17.ª edição reúne propostas dedicadas à biodiversidade, à cultura e às paisagens da região, muitas delas gratuitas. O programa está disponível online e as inscrições podem agora ser feitas presencialmente no Forte do Beliche, em Sagres.
Entre as novidades deste ano estão a fotografia de borboletas noturnas e um safari sonoro, a que se juntam atividades já habituais, como sessões de observação de aves, plantas e insetos e caminhadas pela Via Algarviana.
O programa inclui ainda dezenas de saídas de observação de aves em terra e no mar, passeios, palestras e oficinas, além de propostas dirigidas aos mais novos, entre exploração artística, jogos e histórias.
A edição de 2026 reforça também as atividades de iniciação à observação de aves, destinadas tanto a famílias como a adultos, e as propostas que cruzam ciência e arte.
Ciência ganha espaço próprio no programa
A ciência terá este ano um espaço específico através da conferência “Natureza em revelação”, marcada para 4 de outubro, entre as 17:00 e as 18:30, no Centro de Interpretação da Lota de Sagres.
Investigadores e especialistas vão apresentar resultados e descobertas recentes sobre a distribuição de duas espécies de andorinhão em Portugal, a utilização de aterros sanitários pelas cegonhas como recurso alimentar e a importância de uma das mais recentes áreas marinhas protegidas do país para cetáceos e aves marinhas.
Milhares de aves passam por Sagres rumo a sul
A migração outonal transforma Sagres num ponto de passagem de milhares de aves que seguem para sul para passar o inverno. Entre as espécies que podem ser observadas encontram-se águias-perdigueiras, águias-cobreiras, britangos, grifos e cegonhas.
Ao largo da costa passam igualmente aves marinhas em longas viagens migratórias, enquanto árvores, arbustos e ervas recebem petinhas, toutinegras, chascos-cinzentos e dezenas de outros passeriformes.
Com a ajuda dos especialistas, os participantes poderão ainda ter a oportunidade de observar espécies consideradas raridades na região, como a águia-da-pomerânia, a felosa-bilistada ou o papa-moscas-real.
Torda-mergulheira é a espécie em destaque
A espécie escolhida para representar esta edição é a torda-mergulheira, ave marinha presente nas águas portuguesas sobretudo durante o outono e o inverno e que pode ser observada ao longo da costa durante a migração e a invernada.
A escolha pretende também chamar a atenção para os desafios enfrentados pelas aves marinhas, entre os quais a captura acidental em artes de pesca, e para a importância das ações de conservação.
Realizado anualmente desde 2010, o Festival de Observação de Aves e Atividades de Natureza celebra a diversidade de aves que atravessa o Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina durante a migração de outono.
O festival é organizado pela Câmara Municipal de Vila do Bispo, em parceria com a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e a Associação Almargem.
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