O Benfica, finalista da edição anterior, apurou-se hoje para os quartos de final da Taça de Portugal de futebol pela quarta temporada consecutiva, ao vencer por 2-0 na visita ao Farense, da II Liga, em jogo dos ‘oitavos’.
O colombiano Richard Ríos, aos 11 minutos, e o croata Franjo Ivanovic, aos 56, marcaram os golos dos ‘encarnados’, que, pelo meio, ainda falharam uma grande penalidade, aos 28, pelo argentino Nicolás Otamendi, que já tinha perdido um castigo máximo na eliminatória anterior, com o Atlético.
Nos quartos de final, a formação da Luz, recordista de troféus da Taça de Portugal (26), a qual não vence desde 2016/17, irá jogar no reduto de FC Porto ou Famalicão, equipas que se defrontam na quinta-feira, no Estádio do Dragão.
Benfica impõe-se em Faro e apura-se para os ‘quartos’ da Taça
O Benfica impôs-se hoje de forma tranquila ao secundário e ‘inofensivo’ Farense, por 2-0, com um golo em cada parte, e garantiu o apuramento para os quartos de final da Taça de Portugal de futebol.
No Estádio de São Luís, o médio colombiano Richard Ríos abriu o marcador aos 11 minutos e o dianteiro croata Ivanovic, numa conclusão fácil, aos 56, ‘selou’ a sexta vitória nos últimos oito jogos dos ‘encarnados’, recordistas de troféus (26) na competição.
A equipa lisboeta – que manteve o registo 100% vitorioso frente aos algarvios na Taça, superiorizando-se pela sexta vez em seis eliminatórias disputadas pelas duas equipas – vai defrontar, nos quartos de final, como visitante, o vencedor do encontro FC Porto-Famalicão, agendado para quinta-feira.
Nos ‘encarnados’, José Mourinho operou seis mudanças face à goleada (4-0) em Moreira de Cónegos, entre as quais a anunciada titularidade do médio Manu Silva, enquanto Silas, que reencontrou o seu antigo técnico na União de Leiria na época 2001/02, mexeu de forma mais profunda, mantendo apenas três jogadores em relação ao desaire (3-0) em Viseu.
Os anfitriões, nonos classificados no segundo escalão, iniciaram o jogo de forma mais afoita, ameaçando o primeiro golo, aos três minutos, num cabeceamento de Rúben Fernandes para defesa fácil de Samuel Soares, hoje de volta à baliza benfiquista.
O Benfica respondeu ao ligeiro assomo algarvio e assentou, de imediato, o seu jogo no meio-campo adversário, conseguindo mesmo colocar-se em vantagem, com recurso à bola parada, numa fase em que não ainda tinha provocado muito perigo.
Aos 11 minutos, Sudakov assinou um livre da direita e Richard Ríos desembaraçou-se do seu marcador direto para finalizar de primeira, com o pé direito, ao poste mais afastado, libertando muito cedo os forasteiros da pressão de desbloquear o ‘nulo’.
O conjunto de José Mourinho controlou a partida e procurou a baliza do sueco Jakob Tannander, mas pecou pela definição deficiente no último passe e na finalização, que o impediu de ir para o intervalo com uma margem mais confortável.
Na ocasião mais clamorosa, já perto da meia hora, Otamendi desperdiçou uma grande penalidade, permitindo a defesa de Tannander. Este foi o segundo penálti falhado pelo central argentino na competição, repetindo o que já tinha feito no jogo da eliminatória anterior, contra o Atlético.
O Benfica perdeu dois jogadores por lesão – Sudakov saiu ainda no primeiro tempo, após entrada dura de Rafael Teixeira, e Samuel Soares ao intervalo –, mas manteve o ascendente no reatamento, com Ríos a ameaçar de livre direto, aos 51 minutos.
Ivanovic, que não marcava há quase dois meses, assinou o 2-0 na recarga a um remate de Dahl defendido pelo guardião sueco, aos 56 minutos, e deixou o desfecho do jogo praticamente definido, perante um Farense que foi sempre ‘presa’ fácil.
O Benfica geria o resultado sem grandes dificuldades e Mourinho aproveitou para apostar em Daniel Banjaqui, de 17 anos, o segundo campeão mundial de sub-17 a estrear-se ‘pela sua mão’ na equipa principal, depois de José Neto.
Já nos descontos, o Farense festejou o 2-1, por Franco Romero, após canto, mas o videoárbitro descortinou um empurrão de Geovanny sobre António Silva e o golo foi anulado.
Declarações em conferência de imprensa após o jogo Farense-Benfica (0-2), no Estádio de São Luís, em Faro:
– Silas (treinador do Farense): “Não ia ser fácil, mas o primeiro golo complicou.
Deixámos sempre o resultado em aberto. Acho que poderíamos ter jogado muito melhor. Na verdade, tínhamos muitos jovens, houve alguma ansiedade.
O resultado ficou sempre em aberto até final, porque o 1-0 é difícil para a equipa que está a ganhar. Conseguimos ser competitivos, mas faltou-nos alguma qualidade ao nível ofensivo.
Não houve muitas ocasiões para o Benfica. Não considero que tenhamos sido uma presa fácil. Naturalmente que há uma diferença de qualidade coletiva e individual, isso é inegável, mas já vi equipas da I Liga a perderem por mais.
[Rotação nos ‘onzes’] Tem que ver com a densidade de jogos, a recuperação de jogo para jogo, alguns ‘toques’ e precisávamos de manter alguns jogadores de fora para termos, no domingo [contra a União de Leiria], uma equipa competitiva”.
– José Mourinho (treinador do Benfica): “Os jogadores estiveram muito bem, a equipa esteve muito bem. Ao intervalo, disse que a única coisa de que não gostava era do resultado, porque o 1-0 deixava o jogo em aberto.
Mas a atitude foi muito boa. Comparando este jogo com o de Chaves e o do Atlético, é completamente o oposto. A equipa foi séria, entrou forte, marcou, continuou a dominar, ganhámos todos os duelos defensivos e segundas bolas.
Tivemos controlo total do jogo e, depois, quando fazemos o 2-0, entrámos numa zona de segurança, mas com a equipa sempre a ter prazer de jogar, a ‘rapaziada’ que tem jogado menos a dar uma resposta muito boa, aqueles que têm jogado mais a serem ‘chave’. Estou verdadeiramente contente com o jogo.
[Otamendi a marcar grandes penalidades] É uma escolha nossa. É um jogador que tem oportunidade para marcar, ele próprio no final do jogo me disse que, se eu quisesse que ele continuasse a marcar, o faria sem problema, mas que ficaria contente que outro desse um passo em frente para ser o segundo marcador a seguir ao Pavlidis.
Exatamente como eu quero, a equipa nunca estará. É assim que tem de ser, há sempre coisas a melhorar. Não éramos a pior equipa do mundo quando não tínhamos resultados nem boas ‘performances’, agora também não somos a melhor equipa do mundo porque os resultados têm sido positivos e porque a equipa tem jogado verdadeiramente bem. Vejo uma equipa sólida nos processos, nos ‘timings’ de pressão e nas transições.
[Estreia de Daniel Banjaqui] Tenho muita confiança nele. Tive o impulso de começar o jogo com ele, mas, ao mesmo tempo, não gosto de facilitar e uma das forças do Farense são as situações de bola parada e a construção longa pelo Darío [Poveda]. É outro dos muitos jovens que estão no Benfica e têm verdadeiramente ‘pernas para andar’”.
Jogo disputado no Estádio de São Luís, em Faro
Farense – Benfica, 0-2
Ao intervalo: 0-1
Marcadores:
0-1, Richard Ríos, 11 minutos.
0-2, Ivanovic, 56.
Equipas:
– Farense: Jakob Tannander, Fran Delgado (Darío Poveda, 63), Lucas D’Agrella, Rúben Fernandes (Franco Romero, 46), Duarte Furtado, Geovanny, Assane Ndiaye, Jaime Pinto (Diego Dorregaray, 73), Rafael Teixeira, Miguel Menino (Bruno Almeida, 69) e Rui Costa (Dário Miranda, 63).
(Suplentes: Miguel Carvalho, Franco Romero, Toni Herrero, Dário Miranda, Cláudio Falcão, Yannick Semedo, Bruno Almeida, Darío Poveda e Diego Dorregaray).
Treinador: Jorge Silas.
– Benfica: Samuel Soares (Trubin, 46), Tomás Araújo, António Silva, Otamendi, Samuel Dahl, Manu Silva, Richard Ríos, Prestianni (Daniel Banjaqui, 88), Schjelderup (João Rego, 82), Sudakov (Aursnes, 36) e Ivanovic.
(Suplentes: Trubin, Obrador, Daniel Banjaqui, Enzo Barrenechea, Aursnes, Rodrigo Rêgo, João Rego, Henrique Araújo e Pavlidis).
Treinador: José Mourinho.
Árbitro: Hélder Malheiro (AF Lisboa).
Ação disciplinar: Cartão amarelo para Rafael Teixeira (29), Franco Romero (46), Geovanny (64), Duarte Furtado (67), Richard Ríos (85) e Prestianni (85).
Assistência: 5.126 espetadores.
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