A seleção nacional de futebol pode chegar muito perto de conquistar o primeiro Mundial da sua história, mas uma previsão matemática aponta para um final diferente daquele que muitos adeptos portugueses desejariam. O autor da projeção é Joachim Klement, economista alemão que ficou conhecido por ter acertado os vencedores das últimas três edições da competição.
De acordo com a Revista Monet, site brasileiro de entretenimento, Klement antecipou os títulos da Alemanha em 2014, da França em 2018 e da Argentina em 2022. Agora, o seu modelo aponta para uma final do Mundial de 2026 entre Portugal e Países Baixos, com vitória neerlandesa no torneio que será disputado no Canadá, nos Estados Unidos e no México.
Portugal chegaria à final, mas não venceria
A previsão coloca a seleção portuguesa no jogo decisivo do Mundial de 2026. Segundo a Revista Monet, o modelo de Joachim Klement indica que Portugal chegaria à final, mas perderia frente aos Países Baixos. A seleção neerlandesa, tal como Portugal, nunca conquistou um Campeonato do Mundo, apesar de já ter estado perto em várias ocasiões.
O Mundial de 2026 começa a 11 de junho, na Cidade do México, e termina a 19 de julho, em Nova Iorque. Será a primeira edição organizada por três países e contará com Canadá, Estados Unidos e México como anfitriões.
O campeão apontado é uma surpresa
A grande surpresa está na seleção que o modelo coloca no topo. Klement acredita que os Países Baixos serão campeões do mundo pela primeira vez. A seleção neerlandesa foi finalista em 1974, 1978 e 2010, mas perdeu essas três finais, respetivamente, frente à Alemanha, Argentina e Espanha.
“Fiquei um pouco surpreendido quando o meu modelo e as simulações apontaram que a Holanda venceria”, afirmou Joachim Klement ao portal alemão SBS Dutch, citado pela Revista Monet.
Caminho difícil até ao título
A previsão não aponta para um percurso simples dos Países Baixos. Na simulação de Klement, a seleção neerlandesa enfrentaria Japão, Suécia e Tunísia na fase de grupos. Depois, eliminaria Marrocos, Canadá, França e Espanha antes de chegar à final contra Portugal. “Principalmente porque a simulação mostrou que a Holanda teria um caminho muito, muito difícil até à final”, explicou o economista.
Para Klement, se os Países Baixos chegarem às meias-finais, já estariam num momento de confiança muito elevado. “Se a Holanda chegar à semifinal, já estará numa situação de muita confiança, acreditando que pode vencer qualquer equipa”, afirmou.
Brasil ficaria pelo caminho cedo
A previsão reserva ainda outra surpresa forte. Segundo a Revista Monet, o modelo aponta para uma eliminação precoce do Brasil. A seleção brasileira, orientada por Carlo Ancelotti, cairia já na segunda fase, frente ao Japão.
O detalhe chama a atenção porque o Brasil continua a ser a seleção com mais títulos mundiais e costuma partir sempre entre os candidatos naturais à vitória final. Ainda assim, segundo a projeção de Klement, o hexa não chegaria em 2026.
Casas de apostas veem cenário diferente
A previsão do economista não coincide totalmente com a leitura das casas de apostas. Segundo a Revista Monet, Portugal surge como a sexta seleção favorita à conquista do Mundial de 2026, enquanto os Países Baixos aparecem em oitavo lugar.
Ou seja, o modelo aponta para uma final com Portugal, mas atribui o título a uma seleção que não surge entre as principais favoritas do mercado.
Como funciona o modelo?
Joachim Klement usa uma fórmula matemática que cruza vários fatores. De acordo com a Revista Monet, o modelo junta rendimento desportivo, condições climáticas e informação económica. O próprio economista explicou que recorre a fundamentos económicos e climáticos para avaliar quão forte uma seleção deveria ser.
“Se olhar para o meu modelo, ele utiliza fundamentos económicos e climáticos para avaliar quão forte uma seleção deveria ser. E, quanto mais equilibradas duas equipas são em força, maior é o papel da sorte em qualquer partida individual”, afirmou Klement.
Previsão não é certeza
Apesar do histórico recente de acertos, uma previsão deste tipo deve ser lida com cautela. O futebol continua a depender de fatores difíceis de medir: lesões, decisões de arbitragem, momentos individuais, sorte, calendário, pressão e rendimento no próprio dia. Um modelo pode identificar tendências e probabilidades, mas não consegue controlar tudo o que acontece dentro de campo.
Ainda assim, o facto de Klement ter acertado os últimos três campeões torna a nova previsão especialmente mediática.
Portugal ficaria a um passo do sonho
Para Portugal, a projeção tem um lado entusiasmante e outro frustrante. Chegar à final de um Mundial seria um feito inédito para a seleção portuguesa. Mas perder esse jogo deixaria o país novamente sem o título mais desejado do futebol internacional.
A previsão coloca Portugal muito perto da glória, mas entrega o troféu aos Países Baixos. Se o modelo voltar a acertar, 2026 poderá trazer uma campanha histórica para a seleção nacional, ainda que com um desfecho amargo.















