A surfista algarvia Yolanda Hopkins alcançou este domingo a final do Ballito Pro, na África do Sul, prova das Challenger Series (CS) da Liga Mundial de Surf, mas a vitória na etapa foi para a espanhola Nadia Erostarbe.
Depois de ultrapassar a brasileira Laura Raupp nas ‘meias’, a atleta olímpica lusa fez 10,84 pontos (em 20 possíveis) nas duas melhores ondas (7,67 e 3,17), contra os 12,80 (6,50 e 6,30) da adversária.
Com o segundo posto no Ballito Pro, o melhor de sempre de ‘Yoyo’, a surfista algarvia, de 27 anos, subiu ao terceiro lugar do ranking das CS, circuito de acesso à elite mundial, cuja líder continua a ser a compatriota Francisca Veselko, que venceu a primeira prova da temporada, na Austrália, e alcançou os quartos de final no campeonato que este domingo terminou na África do Sul.
A outra portuguesa que corre as CS, Teresa Bonvalot, caiu nos ‘oitavos’, e, no lado masculino, Frederico Morais foi o melhor português, ao terminar a prova sul-africana no 17.º lugar, enquanto Afonso Antunes foi eliminado na ronda inaugural.
De Ballito o circuito segue, agora, para Huntington Beach, na Califórnia, onde se vai realizar a terceira etapa da temporada, de 26 de julho a 03 de agosto.
E, depois da prova norte-americana, o circuito ruma a Portugal, com a Ericeira a receber a quarta etapa, entre setembro e outubro.
Em jogo nas CS estão 10 vagas masculinas e sete femininas para o Championship Tour (CT) de 2026, onde vai haver um alargamento do circuito feminino de 16 para 24 surfistas, mantendo-se inalterados os 32 lugares no circuito masculino.
Francisca Veselko convidada para próxima prova da elite mundial de surf
A portuguesa Francisca Veselko recebeu um convite para competir frente às melhores surfistas do mundo no Open J-Bay, na África do Sul, prova do circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL), anunciou este domingo a organização.
“Estou muito contente com este ‘wildcard’ para J-Bay. Estou super ansiosa por surfar numa das melhores direitas do mundo. Desde pequena que vejo o Championship Tour (CT) e esta é uma das minhas etapas favoritas de ver”, realçou ‘Kika’, em declarações reproduzidas pela Associação Nacional de Surfistas (ANS).
A jovem lusa, de 22 anos, foi escolhida pela organização por ser líder do ranking das Challenger Series (CS), circuito secundário, ao fim de duas etapas, a última das quais terminou este domingo, precisamente na África do Sul, com a olímpica portuguesa Yolanda Hopkins a sagrar-se vice-campeã.
“Sempre me imaginei a surfar esta etapa e estou muito contente por ter esta oportunidade de surfar direitas perfeitas de ‘frontside’ [de frente para a onda]. Penso que é uma onda que se encaixa bem no meu surf”, sublinhou Veselko.
O Open J-Bay é a 10.ª e penúltima etapa da temporada regular do circuito mundial (CT) de 2025 da WSL.
Depois de ter vencido a etapa de estreia das CS, que se realizou em Newcastle, na Austrália, Francisca Veselko obteve o quinto posto no Ballito Pro, segunda etapa da temporada.
Este resultado manteve a surfista portuguesa na liderança do ranking feminino das CS, que equivalem à segunda divisão do surf mundial e onde se definem as vagas de acesso ao circuito mundial do próximo ano.
A surfista de Carcavelos está inserida na terceira bateria, onde vai medir forças com a havaiana Gabriela Bryan, atual vice-líder do ranking mundial feminino, e também com a australiana Tyler Wright, antiga bicampeã mundial de surf.
Esta vai ser a segunda oportunidade para Kika Veselko competir em etapas do CT e a primeira fora de portas, depois de a campeã mundial júnior de 2023 ter enfrentado a elite mundial do surf feminino no ano passado em Peniche.
Nessa experiência, Kika acabou por ser eliminada nas repescagens nas ondas de Supertubos.
Foi em Jeffreys Bay (J-Bay) que Frederico Morais foi finalista vencido no ano de 2017, naquele que é o melhor resultado da história do surf português em etapas do CT.
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