O arranque do próximo ano letivo poderá sofrer alterações para milhares de estudantes, depois dos problemas registados na correção digital dos exames nacionais. O Governo admite adiar o início das aulas, mas apenas para um dos níveis de ensino.
Em causa estão os alunos do ensino secundário, que poderão começar as aulas uma semana mais tarde do que estava inicialmente previsto.
Segundo o Notícias ao Minuto, a possibilidade foi admitida esta terça-feira pelo ministro da Educação, Fernando Alexandre, na sequência dos pedidos apresentados pelos diretores escolares.
Problemas nos exames motivaram pedido das escolas
Os diretores defenderam o adiamento devido às dificuldades provocadas pelo processo de correção digital dos exames nacionais do ensino secundário.
Os problemas levaram à criação de uma época especial de exames em setembro destinada aos alunos que foram prejudicados.
Este calendário adicional poderá aumentar a pressão sobre as escolas e os professores precisamente no período em que se prepara o início do novo ano letivo.
Ensino básico mantém calendário previsto
Fernando Alexandre afastou, no entanto, qualquer alteração ao início das aulas dos alunos do ensino básico.
Segundo o ministro, “não faz sentido alterar o início do ano letivo” para os estudantes entre o 1.º e o 9.º anos.
Desta forma, o calendário deverá manter-se inalterado para as crianças e jovens que frequentam o ensino básico.
Secundário pode arrancar uma semana depois
No caso do ensino secundário, o responsável pela pasta da Educação reconheceu que poderá existir margem para uma mudança.
O cenário em análise passa por adiar uma semana o início das aulas para estes alunos, permitindo também que os professores cheguem às escolas com mais energia.
Fernando Alexandre considera que esta alteração teria um impacto reduzido nas famílias, uma vez que se trata de jovens com maior autonomia.
Governo diz que atraso pode ser recuperado
O ministro sublinhou igualmente que começar as aulas uma semana mais tarde não deverá comprometer o cumprimento do calendário escolar.
Segundo Fernando Alexandre, os dias perdidos no início do ano são recuperáveis ao longo dos restantes meses de aulas.
A decisão final ainda não foi anunciada, mas o Governo deixa, assim, em aberto a possibilidade de os alunos do ensino secundário iniciarem o próximo ano letivo mais tarde do que os restantes estudantes.
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