Vários artistas dos concelhos de Castro Marim e Vila Real de Santo António participaram numa mostra artística em Ayamonte, integrada nas atividades de cooperação da Eurocidade do Guadiana.
Segundo comunicado enviado pela autarquia de Ayamonte, a participação dos criadores do Algarve aconteceu no Paseo por el Arte, uma mostra anual realizada nas ruas do centro histórico. A 12.ª edição decorreu a 15 e 16 de agosto, com organização do Taller de Arte La Escalera.
De acordo com meios locais e regionais espanhóis, estiveram envolvidos 176 artistas, com quase 1.500 obras expostas ao ar livre nas principais artérias do casco histórico.
Ainda segundo informação remetida à redação, os artistas portugueses foram colocados na rua Jovellanos e no claustro do convento mercedário, ambos naquela zona histórica. A lista enviada inclui Elías Gato, José Conceição, Ana Mendes, José Soares, Bernardino Mira, Carlos Correia, Adelaide Rosa e Jorge Calero, além de fotógrafos da associação 1/4 Escuro.
No comunicado é descrito o Paseo por el Arte como “a maior exposição da Europa ao ar livre” e “um dos acontecimentos artísticos mais multitudinários que se celebram na Península Ibérica”. Os organizadores referem ainda “vasta presença de fotógrafos” e que os artistas “avaliaram de forma muito positiva” a experiência, com “perspetivas de continuidade” para próximas edições.
Importa notar que, em paralelo, agências e jornais espanhóis classificam o Paseo por el Arte como “a maior exposição efémera ao ar livre de Espanha”, apontando os mesmos 176 artistas e mais de 1.300 obras.
A participação enquadra-se no programa A Cultura que nos Une, dinamizado pela Eurocidade do Guadiana, que reúne Ayamonte, Castro Marim e Vila Real de Santo António, e visa o intercâmbio regular de projetos culturais entre as duas margens do Guadiana.
No mesmo comunicado, a organização sublinha que o programa “tenta fomentar o conhecimento e o intercâmbio cultural entre as duas margens do Guadiana, potenciando a troca de artistas e incentivando que também o conjunto dos cidadãos se habitue a participar em atividades culturais do outro lado da fronteira”.
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