Passar por uma lomba de forma brusca pode sujeitar a suspensão, os amortecedores e outros componentes do automóvel a esforços desnecessários. Para evitar esse impacto, um mecânico recomenda uma condução progressiva antes, durante e depois de atravessar estes obstáculos, em vez de travagens ou acelerações repentinas.
A recomendação aplica-se sobretudo às lombas e aos obstáculos colocados nas cidades, muitas vezes junto a passadeiras. A antecipação é uma das principais medidas apontadas pelo especialista, que aconselha o condutor a começar a reduzir a velocidade com alguma distância.
Travagem deve começar antes
Citado pelo jornal espanhol 20minutos, o mecânico Juan José Ebenezer defende que o condutor deve começar a desacelerar gradualmente quando identifica uma lomba a alguma distância. A ideia é chegar ao obstáculo já a uma velocidade adequada, evitando uma travagem forte imediatamente antes.
O especialista explica que, se a lomba for avistada a cerca de 50 metros, o ideal é reduzir progressivamente a velocidade. Depois, a passagem deve ser feita de forma suave, sem movimentos bruscos que possam aumentar o esforço sobre os diferentes componentes do veículo.
A recomendação não termina quando as rodas dianteiras passam o obstáculo. Depois de atravessar a lomba, a aceleração também deve ser progressiva, permitindo retomar a marcha normal sem uma mudança repentina de velocidade.
O que acontece à suspensão
Juan José Ebenezer chama a atenção para dois elementos particularmente importantes neste processo: os braços da suspensão e os amortecedores. A passagem por uma lomba implica uma alteração do movimento do veículo e, por isso, estes componentes são chamados a trabalhar de forma diferente.
“Passe pela lomba de forma suave”, explica o mecânico, acrescentando que, depois da passagem, o condutor deve voltar a acelerar gradualmente. O objetivo é evitar que uma sequência de travagem e aceleração bruscas aumente desnecessariamente o esforço exercido sobre o carro.
O mesmo princípio pode ser aplicado quando o veículo circula numa zona com buracos. Segundo a mesma fonte, o automóvel está preparado para suportar variações deste género, mas a forma como o condutor aborda os obstáculos pode fazer diferença no esforço a que é submetido.
Nem todas as lombas são iguais
Há, contudo, diferenças entre os vários tipos de lombas encontrados nas estradas. O mecânico refere que existem obstáculos de maiores dimensões, alguns dos quais podem chegar a tocar na parte inferior dos veículos, representando uma situação diferente das lombas mais comuns.
“Não faça travagens e acelerações bruscas”, alerta Juan José Ebenezer, citado pelo 20minutos. A recomendação passa, assim, por evitar tanto a travagem repentina como a aceleração forte antes ou depois da passagem.
O especialista acrescenta que as lombas homologadas mais simples, nomeadamente as de plástico fixadas ao pavimento, tendem a respeitar determinados limites. Ainda assim, uma abordagem progressiva permite reduzir os movimentos bruscos e o impacto sobre a suspensão.
Uma questão de antecipação
A principal indicação deixada pelo mecânico é, por isso, antecipar a aproximação à lomba. Em vez de travar apenas quando o obstáculo está imediatamente à frente, o condutor deve começar a reduzir a velocidade com antecedência e passar de forma controlada.
Depois da lomba, a aceleração deve seguir o mesmo princípio. A condução progressiva permite retomar a velocidade sem sujeitar o automóvel a uma mudança repentina, mantendo o controlo do veículo durante todo o processo.
A recomendação estende-se também às zonas com buracos, onde a antecipação pode ajudar o condutor a adaptar a velocidade às condições da estrada. O objetivo não é evitar todas as irregularidades, mas reduzir os impactos provocados por abordagens demasiado bruscas.
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