A condução com telemóvel na mão continua a ser uma das infrações mais comuns e perigosas nas estradas. Apesar das campanhas de sensibilização e das multas aplicadas, muitos condutores ainda ignoram os riscos e as consequências legais deste comportamento, e há um novo ‘super radar’ que quer resolver o problema.
A proximidade com a Galiza torna relevante acompanhar as inovações tecnológicas que estão a ser implementadas na região, especialmente no que toca à fiscalização rodoviária. Um novo equipamento está a chamar a atenção pelas suas capacidades avançadas de deteção automática.
De acordo com o Notícias ao Minuto, um radar inovador está a ser utilizado na Galiza com o objetivo de identificar em tempo real os condutores que usam o telemóvel enquanto conduzem. A tecnologia permite detetar esta infração mesmo sem abordagem direta das autoridades.
Tecnologia a serviço da prevenção
Este equipamento foi instalado nas estradas da província de Pontevedra, em Espanha, e está a ser utilizado pelas autoridades galegas como parte de uma campanha de controlo intensivo. Segundo a mesma fonte, o radar recorre a câmaras de alta definição e inteligência artificial para captar imagens detalhadas do interior dos veículos em circulação.
As imagens são analisadas automaticamente, permitindo que as autoridades verifiquem se o condutor está a utilizar o telemóvel ou a manipular outro dispositivo eletrónico. Escreve o site que este sistema consegue operar com eficácia tanto de dia como de noite.
Detetar e sancionar com maior precisão
O radar, conhecido localmente como ‘super radar’, representa uma nova geração de dispositivos de controlo de trânsito. Refere a mesma fonte que a sua principal vantagem está na capacidade de deteção sem necessidade de parar o veículo, tornando todo o processo mais rápido e eficaz.
Segundo o jornal galego La Voz de Galicia, este novo método já começou a gerar sanções e poderá ser alargado a outras regiões de Espanha. A eficácia do sistema está a ser avaliada pelas autoridades como parte de um projeto-piloto que poderá, mais tarde, servir de modelo para outros países.
Portugal atento ao que se faz além-fronteiras
A introdução de tecnologia semelhante em Portugal não foi ainda anunciada, mas o historial de adoção de medidas semelhantes sugere que poderá ser apenas uma questão de tempo. Conforme explica o site português, as autoridades nacionais têm acompanhado de perto as soluções tecnológicas que visam aumentar a segurança rodoviária.
A utilização do telemóvel durante a condução é punida com coimas que podem atingir os 600 euros e perda de pontos na carta. Contudo, a fiscalização continua limitada a ações presenciais ou por radares convencionais.
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Infrações com impacto nos acidentes
Dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária indicam que a distração ao volante, nomeadamente pelo uso do telemóvel, é uma das principais causas de acidentes nas estradas portuguesas. Segundo os mesmos dados, este comportamento tem vindo a aumentar nos últimos anos, apesar das campanhas de sensibilização.
A possibilidade de introduzir sistemas como o da Galiza poderá vir a melhorar a capacidade de deteção e dissuasão destas infrações, contribuindo para um ambiente rodoviário mais seguro.
Uma ferramenta com impacto dissuasor
Para além da capacidade de sancionar, este ‘tipo de ‘super radar’ funciona também como mecanismo dissuasor. A simples existência da tecnologia pode levar os condutores a alterar comportamentos, reduzindo significativamente o uso do telemóvel ao volante.
Segundo o Notícias ao Minuto, a instalação deste radar integra um esforço mais alargado das autoridades espanholas para aplicar tecnologias avançadas no controlo do tráfego rodoviário, incluindo sistemas de leitura de matrículas, controlo de velocidade média e deteção de ultrapassagens perigosas.
O que pode mudar se chegar a Portugal
A eventual chegada de um sistema idêntico ao território nacional dependerá de fatores como investimento público, adequação legal e validação técnica. Caso venha a ser adotado, poderá significar um reforço importante na luta contra a sinistralidade rodoviária provocada por distrações tecnológicas.
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