O Papa Francisco recusou o luxo do Vaticano e optou por uma viatura modesta e discreta. Morreu a 21 de abril e, enquanto o mundo católico se despede, o colégio cardinalício reúne-se para escolher o seu sucessor.
Um pontificado marcado pela simplicidade
Faleceu a 21 de abril o Papa Francisco, aos 88 anos, encerrando um pontificado marcado por gestos de humildade e proximidade.O primeiro Papa latino-americano e o primeiro jesuíta a liderar a Igreja Católica optou, desde os primeiros dias, por símbolos que desafiaram as convenções do Vaticano.
Um dos mais comentados foi a escolha de um carro utilitário para as deslocações diárias dentro da Cidade do Vaticano, tal como destaca o Razão Automóvel.
Um gesto que se tornou símbolo
A decisão de abdicar de veículos luxuosos, habitualmente associados à figura papal, não passou despercebida. Era apenas um modesto Ford Focus de 2006. O carro, de cor azul, chegou mesmo a usar a matrícula SCV1, tradicionalmente atribuída ao veículo do Sumo Pontífice.
Sapatos simples, trono ausente
Esta não foi a única escolha simbólica no seu quotidiano. Francisco recusou os sapatos vermelhos, os tronos dourados e até os aposentos papais do Palácio Apostólico, optando por viver na residência de Santa Marta. Durante o seu pontificado, circulou noutros veículos igualmente modestos, como um FIAT 500L, um Renault 4L e um Dacia Duster, reforçando a sua posição de rejeitar a bens materiais.
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Já começou o conclave
Com a sua morte, a Santa Sé entrou em período de sé vacante. O conclave, que se iniciou a 7 de maio, reúne 133 cardeais eleitores com menos de 80 anos, representando 71 países — o mais multicultural até hoje. Para ser eleito, o novo Papa precisa de obter pelo menos 89 votos. Estão previstas até quatro votações por dia, e o mundo será informado da eleição pelo tradicional sinal de fumo branco.
Perfil do novo Papa em debate
Entre os nomes mais referidos nos corredores do Vaticano estão os cardeais Pietro Parolin, Matteo Zuppi e Luis Antonio Tagle. Embora o processo decorra sob estrito segredo, alguns observadores apontam para a possibilidade de uma eleição célere, caso se verifique um consenso em torno do perfil desejado para a nova liderança da Igreja.
Um legado que vai além das palavras
Enquanto decorrem as cerimónias fúnebres e o processo de sucessão, Francisco continua a ser recordado pelas escolhas que marcaram o seu pontificado. Recusou alguns dos formalismos associados ao cargo e adotou práticas mais simples, como a utilização de um automóvel comum nas suas deslocações.
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