O país vizinho está a reforçar a fiscalização rodoviária com novos radares capazes de detetar quantas pessoas seguem dentro de cada veículo, uma medida que pode levar à aplicação de multas a condutores que circulem sozinhos em determinadas vias. De acordo com o portal espanhol Autopista, estas novas tecnologias estão a ser implementadas em faixas específicas, conhecidas como faixas de alta ocupação, onde passam a ser exigidos pelo menos dois ocupantes por veículo. Se viaja sozinho, a solução para ‘escapar’ a estas multas passa por não utilizar as faixas de alta ocupação.
A introdução destes equipamentos representa uma mudança no controlo do tráfego. Segundo a mesma fonte, as câmaras conseguem identificar automaticamente o número de passageiros no interior do veículo. Este sistema dispensa a presença de agentes no local. Acrescenta a publicação que a verificação passa a ser feita de forma automática, permitindo maior cobertura e fiscalização contínua.
Como funcionam as novas câmaras
Os radares utilizam tecnologia avançada e os equipamentos combinam leitura de matrículas com sistemas de deteção de ocupação. Segundo a mesma fonte, os condutores que utilizem estas vias sem cumprir as regras poderão ser sancionados, incluindo quem entre ou saia em locais não autorizados.
A medida está ligada à gestão do tráfego urbano. Refere a mesma fonte que o objetivo é reduzir o número de veículos nas entradas das grandes cidades. A estratégia passa por incentivar a partilha de viaturas. É que o aumento da ocupação dos carros é visto como uma forma de diminuir congestionamento e emissões.
Nem os veículos elétricos escapam
Uma das alterações mais relevantes prende-se com as exceções. Explica o site que veículos com classificação de zero emissões deixam de poder circular nestas vias se transportarem apenas o condutor. Esta regra representa uma mudança face ao regime anterior, em que esses veículos podiam circular mesmo com um único ocupante.
A rede destas faixas está a crescer. Até ao final de 2026, o número de faixas deste tipo deverá aumentar significativamente em Espanha. Atualmente concentradas em algumas regiões, estas vias estão a ser alargadas a novas zonas. Acrescenta a publicação que o objetivo é implementar pelo menos oito corredores em diferentes pontos do país.
Exemplos de novas localizações
As novas infraestruturas já estão a surgir. Um dos casos recentes é o corredor implementado em Sevilha, ligando Mairena del Aljarafe à ligação com a SE-30. Segundo a mesma fonte, este é já o terceiro corredor deste tipo na região, estando previstos mais em fase de construção.
Outras cidades também estão a adotar este modelo. Madrid, por exemplo, já conta com estas câmaras nos acessos pela autoestrada A-2. Conforme a mesma fonte, esta tecnologia deverá ser progressivamente aplicada a outros corredores em diferentes regiões.
Várias cidades já têm estes radares
O plano inclui várias estradas. Acrescenta a publicação que existem corredores identificados em zonas, como Madrid, Valência, Granada, Málaga e Palma. Note que estas vias incluem autoestradas e ligações estratégicas às áreas urbanas.
A política rodoviária segue uma lógica de eficiência. A redução do número de veículos é vista como essencial para melhorar a mobilidade. Segundo a mesma fonte, duplicar a ocupação média dos carros permitiria reduzir significativamente o número de viaturas em circulação.
Declarações reforçam mudança de paradigma
A estratégia foi defendida pelas autoridades. De acordo com o portal Autopista, o responsável pela Direção-Geral de Tráfego espanhola sublinha que o futuro da mobilidade passa por veículos partilhados. Segundo a mesma fonte, a ideia central é adaptar as infraestruturas existentes a um uso mais eficiente, face ao aumento do tráfego.
O modelo de controlo está a evoluir e esta nova tecnologia é considerada uma solução flexível e de menor custo. Conforme a mesma fonte, esta abordagem permitirá alargar o sistema a mais corredores no futuro, reforçando a fiscalização sem necessidade de intervenção direta no terreno.
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