O mercado de arrendamento de casa no Algarve voltou a dar sinais de subida, com um crescimento homólogo de 10,4% no mês de junho. Os dados foram divulgados esta terça-feira, 2 de julho, pelo Idealista, que apresentou o mais recente índice de preços do portal imobiliário. O valor mediano por metro quadrado na região situa-se agora nos 15,6 euros.
Apesar da tendência de aumento generalizado, os valores não são homogéneos em todos os concelhos. Há zonas do Algarve onde arrendar continua a ser um desafio orçamental, mas também há municípios que permanecem, por agora, abaixo da média da região. A principal diferença está em onde se procura.
Subidas acentuadas em Albufeira, Faro e Olhão
De acordo com o Idealista, Albufeira lidera as subidas homólogas, com um aumento de 25,2% face a junho de 2024. Seguem-se Faro (12%) e Olhão (11,7%), duas cidades com procura crescente, tanto de residentes como de turistas. Também Lagos (8%), Vila Real de Santo António (6,1%), Silves (3,3%), Loulé (1,1%) e Portimão (0,9%) registaram aumentos, embora em menor escala.
No total, todos os concelhos analisados no Algarve viram os preços subir em relação ao ano anterior, embora a variação trimestral revele uma ligeira descida média de 2,1% na região.
O concelho mais caro para arrendar
Loulé continua a ser o município com os preços mais elevados da região: 17,5 euros por metro quadrado. Logo a seguir surgem Albufeira (16,6 euros/m²), Lagos (16,2 euros/m²), Faro (14,2 euros/m²), Portimão (13,9 euros/m²), Silves (13,4 euros/m²) e Olhão (13 euros/m²).
Estes valores colocam vários municípios algarvios acima da média nacional, que no mês de junho se fixou nos 16,7 euros/m². A procura internacional e a limitação da oferta habitacional continuam a justificar a pressão sobre os preços.
O concelho mais barato do Algarve
Entre todos os concelhos analisados no Algarve, Vila Real de Santo António surge como o mais acessível para arrendar casa, com um valor mediano de 12,6 euros por metro quadrado. A proximidade à fronteira, a menor densidade populacional e a ausência de grandes empreendimentos turísticos poderão justificar esta posição.
Segundo o portal Idealista, trata-se do único município algarvio com um custo inferior a 13 euros/m², destacando-se como uma opção a considerar para quem pretende viver na região a preços menos elevados.
Algarve entre as regiões mais caras do país
Em termos regionais, o Algarve continua a ser uma das zonas mais dispendiosas para arrendar habitação. Apenas a Área Metropolitana de Lisboa (19,7 euros/m²) e o distrito de Lisboa (20,3 euros/m²) apresentam valores superiores. A região da Madeira (14,4 euros/m²) e o Norte (14,5 euros/m²) seguem-se na lista.
Ainda assim, escreve o Idealista que o Algarve registou uma das maiores subidas homólogas a nível nacional, apenas atrás da região Centro (11,9%), e a par com os Açores (10,4%).
Diferenças significativas dentro do país
Os dados divulgados mostram também contrastes expressivos a nível nacional. Enquanto Lisboa mantém o título de cidade mais cara para arrendar (22,2 euros/m²), cidades como Castelo Branco (6,8 euros/m²), Viseu (8 euros/m²) e Santarém (8,8 euros/m²) continuam a oferecer valores bem abaixo da média.
Esta disparidade, segundo o Idealista, reflecte dinâmicas distintas de procura, investimento e densidade urbana, que moldam o mercado local em cada concelho.
Índice calcula valores medianos e elimina distorções
O índice do Idealista baseia-se nos preços de oferta por metro quadrado construído, tal como publicados pelos anunciantes no portal. Anúncios desactualizados, atípicos ou com valores fora do padrão são eliminados. Também estão incluídas moradias unifamiliares, o que permite uma leitura mais abrangente do mercado.
A mediana é usada como valor de referência, por forma a reduzir o impacto de anúncios de preço muito elevado ou muito baixo.
Arrendar no Algarve continua a ser um desafio
Apesar de oscilações pontuais, o mercado de arrendamento na região mantém uma trajetória de subida sustentada. Para quem procura casa no Algarve, a realidade dos preços convida a uma análise mais atenta e, por vezes, a considerar municípios menos óbvios.
Vila Real de Santo António é, neste momento, o exemplo mais claro de que ainda é possível viver no Algarve com uma renda abaixo da média regional. Resta saber por quanto tempo mais.
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