A plataforma cívica apartidária Algarve pela Palestina volta a sair à rua com duas ações de protesto marcadas para o final de julho e início de agosto, em Faro e Portimão, respetivamente. As manifestações — apelidadas de “paneladas” — visam chamar a atenção para a situação de emergência humanitária em Gaza e reiterar a solidariedade com o povo palestiniano.
“As paneladas realizam-se a 31 de julho, às 19:40, junto ao Arco da Vila, em Faro, e a 1 de agosto, às 19:30, junto à Câmara Municipal de Portimão”, informou a plataforma em comunicado, apelando à mobilização da população para estas ações de rua que incluem marchas e ruído simbólico como forma de alerta.
Segundo a organização, a convocatória surge “perante a fome a que está sujeita a população de Gaza e o genocídio em curso, perpetrados por Israel — onde milhares de vidas, maioritariamente de crianças, foram ceifadas”. A plataforma considera que estas manifestações pretendem reagir à “impotência que nos assalta diante de tanta desumanidade, barbárie e impunidade”.
A Algarve pela Palestina sublinha que o povo palestiniano vive “há mais de 76 anos sob ocupação israelita, sujeito a violações diárias dos direitos humanos” e denuncia que “nos últimos 18 meses, essa opressão atingiu níveis de brutalidade insuportáveis”.
Entre as situações denunciadas estão “o bloqueio criminoso à ajuda humanitária”, a “limpeza étnica, tortura, execuções extrajudiciais, bombardeamento de hospitais e infraestruturas vitais”, ações que, segundo a plataforma, “não constituem um conflito, mas sim uma máquina de morte que conta com a cumplicidade de Estados europeus”.
Por isso, os organizadores apelam “à participação de TODOS os cidadãos” nestas manifestações e elencam um conjunto de exigências: fim do bloqueio à ajuda humanitária em Gaza; fim do genocídio em Gaza; fim da ocupação e do apartheid na Palestina; fim da cumplicidade da União Europeia; fim da normalização das relações com Israel e fim à impunidade das autoridades israelitas.
A plataforma afirma que este é um apelo à ação coletiva para “interromper o silêncio” e enfrentar a crise com humanidade e justiça.
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