O candidato independente do ADN à presidência da Câmara de Faro, José Freitas de Oliveira, defendeu esta sexta-feira a criação de um Museu do Mar, um “projeto histórico” para reforçar a ligação do concelho à Ria Formosa.
“Trata-se de algo histórico que queremos concretizar entre as prioridades que temos para Faro, pois o concelho continua de costas voltadas para uma coisa maravilhosa que é a Ria Formosa”, referiu o candidato à agência Lusa.
Na opinião do cabeça de lista da Aliança Democrática Nacional (ADN), a capital do Algarve deve ser “a única cidade em Portugal e na Europa que não aproveita as potencialidades” turísticas e económicas da ria e do mar.
“O nosso projeto do Museu do Mar pretende fazer essa ligação e mostrar os recursos que a Ria Formosa proporciona”, realçou.
Para o candidato pelo ADN, partido que concorre pela primeira vez à Câmara de Faro, a “ausência da ligação” do concelho ao mar, “é uma das feridas que a sua lista se propõe tratar”.
“São feridas que incluem também o caso grave do estacionamento, a reativação ou criação de cooperativas para a construção de imóveis a custos controlados e a melhoria da limpeza urbana”, sublinhou.
José Freitas de Oliveira adiantou que, “não querendo afastar a prioridade das prioridades, que é a habitação, existem medidas que podem ser tomadas a curto prazo para melhorar as condições de vida dos farenses”.
“Queremos atuar rapidamente para baixar os custos com o mercado imobiliário, pois os preços praticados nos arrendamentos e vendas são incomportáveis para a maioria da população”, apontou.
O candidato deu como exemplo o preço “incomportável de um apartamento T2 em Faro, que supera os 300 mil euros, valor que não está ao alcance da maioria das famílias da classe média e dos jovens que pretendam constitui família”.
Além de José Freitas de Oliveira, candidatam-se à Câmara de Faro nas eleições autárquicas do próximo dia 12 Cristóvão Norte (“Faro Capital de Confiança”, coligação PSD/IL/CDS-PP/PAN/MPT), António Miguel Pina (PS), Adriana Marques Silva (Livre), Duarte Baltazar (CDU – coligação PCP/PEV), José Moreira (BE), Pedro Oliveira (Volt Portugal) e Pedro Pinto (Chega).
Em 2021, a coligação liderada pelo PSD venceu as autárquicas, elegendo seis dos nove mandatos em disputa, enquanto o PS ficou na segunda posição, garantindo os restantes três eleitos. A CDU, que ficou em terceiro lugar, e o Chega, em quarto, não elegeram qualquer vereador.
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