O Centro Cultural de Lagos acolheu esta segunda-feira, 3 de novembro, a cerimónia de instalação dos novos órgãos autárquicos do concelho, na sequência das eleições de 12 de outubro. O ato marcou o início do mandato 2025-2029 e foi presenciado por antigos autarcas, representantes de entidades locais e regionais, familiares e munícipes.
O novo executivo municipal, presidido por Hugo Pereira (PS), é composto por seis vereadores: Gilberto Viegas e Nuno Borges (AD/PSD-CDS), Paulo Correia, Sara Coelho e Luís Bandarra (PS), e Paulo Dias (Chega).

A sessão abriu com um momento musical do Conservatório de Música e Artes de Lagos, protagonizado pelo Grupo de Música de Câmara da classe do professor Ricardo Batista, com a participação de Mafalda Vieira e Tito Erenbourg. A escolha cultural pretendeu, segundo a autarquia, “recordar o papel do associativismo local e salientar a importância da aposta na formação cultural e criação artística”.
No discurso inaugural, o presidente da Câmara reeleito Hugo Pereira dirigiu palavras de apreço aos seus antecessores desde 1976 e de reconhecimento aos membros do anterior executivo. O autarca agradeceu ainda o voto de confiança da população, afirmando que o resultado das eleições representa uma vitória dos “valores assentes na solidariedade, igualdade, liberdade, democracia, desenvolvimento socioeconómico, sustentabilidade e centralidade do cidadão”.

Hugo Pereira prometeu “continuar a trabalhar convictamente Pelas Pessoas, sem sombra de discriminação”, assegurando que o fará “em saudável e profícua convivência com os restantes órgãos autárquicos”.
O presidente recordou também algumas das principais propostas do programa eleitoral, com destaque para as áreas da habitação, saúde, educação, juventude, economia, ambiente, proteção civil e bem-estar animal.

A presidente cessante da Assembleia Municipal, Maria Joaquina Matos, destacou o simbolismo do momento, considerando-o de “continuidade, balanço e, simultaneamente, de renovação”. Na sua intervenção, alertou para a instabilidade global, onde “a filosofia da força da razão está a ser desconsiderada e ultrapassada pela razão da força, onde manda o mais forte”, sublinhando que “servir o Poder Local é servir a Democracia na forma mais completa de todas”.
Após a instalação dos órgãos autárquicos, realizou-se a primeira reunião da Assembleia Municipal, na qual Maria Paula Dias da Silva Couto foi eleita presidente, acompanhada por Sónia Ramos Pires Guimarães de Melo e José Manuel da Silva Jácome como secretários.

Com esta cerimónia, Lagos deu início a um novo ciclo político, marcado pela continuidade e pelo compromisso com o desenvolvimento sustentável e a proximidade aos cidadãos.




















