As eleições para as federações do PS realizam-se na sexta-feira e no sábado, sendo as primeiras desde que José Luís Carneiro assumiu a liderança do partido. Haverá disputa em cinco federações e candidatura única nas restantes 14, estando já asseguradas mudanças de liderança em oito distritais.
De acordo com informação avançada à agência Lusa por fonte oficial do PS, 45.550 militantes têm capacidade eleitoral nas eleições das federações do território continental. Madeira e Açores seguem calendários próprios.
Estas serão as primeiras eleições distritais desde que José Luís Carneiro tomou posse como secretário-geral do PS. A maioria das 19 federações vai a votos já na sexta-feira, ficando para sábado apenas as eleições no Algarve, Braga, Coimbra, Porto e Viseu.
Braga, Bragança, Coimbra, Vila Real e Viseu são as únicas federações socialistas onde haverá mais do que um candidato. Nas restantes 14, o vencedor está definido à partida, uma vez que existe apenas uma candidatura.
Nove distritais mantêm atuais lideranças
Lisboa, Porto, Aveiro e Leiria estão entre as nove distritais em que não haverá novidades nem mudanças já que se recandidatam sozinhos a eurodeputada Carla Tavares, Nuno Araújo, o deputado Hugo Oliveira e o presidente da câmara Gonçalo Lopes, respetivamente.
A fechar este grupo de candidaturas únicas e sem alterações já que se recandidatam os atuais presidentes está Castelo Branco (Vitor Pereira), Federação Regional do Oeste (Brian Silva), Guarda (Alexandre Lote), Santarém (Hugo Costa) e Setúbal (André Pinotes Batista).
Há ainda os casos de federações com candidatos únicos, mas nas quais haverá mudança no rosto da liderança já que os atuais presidentes estão fora da corrida e são novos nomes que se apresentam: Algarve (Hugo Pereira), Baixo Alentejo (Marcelo Guerreiro), Évora (João Grilo), Portalegre (Tiago Teotónio Pereira) e Viana do Castelo (Luís Nobre).
Disputas concentram-se em cinco federações socialistas
O caso de Coimbra tem sido notícia já que candidatos à distrital e concelhia, Américo Baptista e Rui Claro, respetivamente, avançaram com uma providência cautelar no Tribunal Constitucional para impugnar as eleições, alegando irregularidades nos cadernos eleitorais, havendo ainda acusações de pagamento massivo de quotas.
Ao lugar que será deixado por João Portugal na federação do PS/Coimbra concorrem Pedro Coimbra (deputado e membro do Secretariado Nacional de José Luís Carneiro) e Américo Baptista, jurista e ex-membro do secretariado da federação de Coimbra.
Também em Braga é certo que haverá mudança de rosto na liderança já que o lugar de Liliana Pereira será disputado por Ricardo Costa, membro da Comissão Política Nacional do PS e vereador na Câmara de Guimarães depois de ter perdido as últimas autárquicas, e Sérgio Castro Rocha, antigo presidente da Junta de Freguesia de Ponte, no concelho de Guimarães.
Bragança é outro dos casos em que haverá disputa entre dois candidatos e é certo que haverá nova presidência, um processo no qual poderia ter havido três listas concorrentes, mas a deputada Júlia Rodrigues e o atual presidente da federação Benjamim Rodrigues decidiram concorrer conjuntamente para “unir o partido no distrito de Bragança e apoiar o trabalho do secretário-geral do PS”.
Assim, Júlia Rodrigues vai disputar a federação de Bragança com o vice-presidente da Agência para a Energia (ADENE), Bruno Veloso, que, em 2022, já se havia candidatado e perdido.
Em Vila Real e em Viseu os atuais presidentes recandidataram-se ao cargo, mas veem a sua liderança desafiada.
No caso de Vila Real, o deputado e atual presidente da federação, Rui Santos, vai disputar as eleições com o professor e empresário Ricardo Almeida.
Já em Viseu, Armando Mourisco terá a ex-deputada Lúcia Araújo Silva a concorrer contra si.
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